Brasil exporta quase 7,2 milhões de toneladas de milho em outubro, recorde para o ano
![]()
O Brasil finalizou o mês de outubro exportando 7.199.803,6 toneladas de milho não moído (exceto milho doce), de acordo com o relatório divulgado pelo Ministério da Economia, por meio da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Sendo assim, o volume acumulado nestes 19 dias úteis do mês ultrapassa em 300,6% o total de 1.797.038,3 toneladas que foram exportadas durante todo o mês de outubro de 2021.
Com isso, a média diária de embarques ficou em 378.937 toneladas, o que na comparação ao mesmo período do ano passado, representa elevação de 321,7% com relação as 89.851,9 do mês de outubro de 2021.
Para o total do mês de outubro, a Anec (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais) estimava que o Brasil iria exportar 7,2 milhões de toneladas de milho, o que seria o maior volume mensal do ano, considerando o cenário mais otimista.
Na visão da Anec, as exportações de milho do Brasil têm sido favorecidas pelos efeitos da guerra na Ucrânia, grande exportador que deixou de atender alguns mercados diante da guerra.
O gerente de Consultoria Agro do Itaú BBA, Guilherme Bellotti, destaca a importância das exportações para escoar o milho brasileiro, com o país ocupando um espaço importante deixado pela guerra da Ucrânia que diminui os embarques e agora dos problemas para os Estados Unidos escoar sua produção com a seca no Rio Mississippi.
Em termos financeiros, o Brasil já arrecadou um total de US$ 2,050 bilhões no período, contra US$ 379,965 milhões de todo outubro do ano passado. O que na média diária, deixa o atual mês com aumento de 468% ficando com US$ 107,904 milhões por dia útil contra US$ 18,998 milhões no último mês de outubro.
Outra elevação apareceu no preço por tonelada obtido, que subiu 34,7% no período, saindo dos US$ 211,40 no ano passado para US$ 284,80 neste mês de outubro.
0 comentário
Milho: B3 volta a subir nesta 5ª feira com clima preocupando para safrinha
Milho cai mais de 2% em Chicago nesta 4ª feira, acompanhando forte baixa do petróleo
Tamanho da safrinha de milho gera muitas incertezas no BR e mercado ainda não precificou perdas
Importação de insumos e geopolítica pautam 4º Congresso Abramilho
Futuros do milho fecham a 2ªfeira subindo mais de 1% em Chicago com força da soja, petróleo e exportações
Força da soja e do petróleo impulsionam cotações do milho que voltam a subir em Chicago nesta segunda-feira