Milho abre a 6ªfeira se mantendo em alta na Bolsa Brasileira
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A sexta-feira (08) começa com os preços futuros do milho operando no campo misto da Bolsa Brasileira (B3). As primeiras cotações recuavam, enquanto as demais avançavam por volta das 09h21 (horário de Brasília).
O vencimento julho/22 era cotado à R$ 82,58 com perda de 0,27%, o setembro/22 valia R$ 86,15 com queda de 0,05%, o novembro/22 era negociado por R$ 87,91 com ganho de 0,18% e o janeiro/23 tinha valor de R$ 89,30 com elevação de 0,34%.
Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, houve uma correção na B3 após o mercado de porto dar uma pequena melhorada nas condições para a exportação.
“No mercado de porto, tanto de Rio Grande quanto de Paranaguá e de Santos, o milho curto de julho/agosto está em R$ 86,00 e o milho lá de dezembro está em R$ 90,00. O milho já chegou a mais de R$ 100,00 e hoje está abaixo, mas é porque antes se negociava à US$ 7,00 em Chicago e agora está tentando ficar na base na faixa de US$ 6,00”, destaca.
Brandalizze ainda afirma que estamos entrando em um momento de pressão de baixas, com a proximidade do pico da colheita da safrinha brasileira. “É normal ter pouco armazém e tem uma super safrinha chegando, com a Conab estimando 88,5 milhões de toneladas, a maior safrinha da história”, diz.
Mercado Externo
A Bolsa de Chicago (CBOT) abriu o último dia da semana estendendo as movimentações altistas registradas nos últimos pregões para os preços internacionais do milho futuro.
Por volta das 09h13 (horário de Brasília), o vencimento julho/22 era cotado à US$ 7,56 com valorização de 9,00 pontos, o setembro/22 valia US$ 6,15 com ganho de 6,75 pontos, o dezembro/22 era negociado por US$ 6,04 com alta de 8,25 pontos e o março/23 tinha valor de US$ 6,10 com elevação de 8,75 pontos.
Segundo informações da Agência Reuters, os contratos futuros do milho sobem pela terceira sessão consecutiva em Chicago.
“O recuo das preocupações macroeconômicas e o que a maioria consideraria preços muito baixos prepararam o mercado para esses ganhos”, disse Tobin Gorey, diretor de estratégia agrícola do Commonwealth Bank of Australia.
A publicação ainda destaca que, as previsões de tempo seco no meio-oeste dos Estados Unidos até meados de julho, um período crítico para o desenvolvimento do milho, estão dando suporte aos preços.
Relembre como fechou o mercado na última quinta-feira:
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