Efeito safrinha segue pressionando e milho fecha 5ªfeira caindo na B3
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A quinta-feira (02) chega ao final com os preços futuros do milho acumulando mais um dia de movimentações no campo negativo da Bolsa Brasileira (B3).
O vencimento julho/22 foi cotado à R$ 86,61 com queda de 0,56%, o setembro/22 valeu R$ 89,41 com perda de 0,43%, o novembro/22 foi negociado por R$ 91,41 com desvalorização de 0,86% e o janeiro/23 teve valor de R$ 93,88 com baixa de 0,76%.
Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o milho no mercado nacional segue sofrendo o efeito safrinha. “Tem perdas, mas é muito milho que tem por aí, um mar de milho que a gente vê por todos os lugares”.
Brandalizze destaca que essa será a maior safra da história, inclusive com os números reais de hectares semeados superando todos os dados que circulam hoje em dia sobre o plantio. “Por isso a B3 está em queda. Tem muito milho pra chegar e muita coisa ainda não foi comercializada”.
Na visão da SAFRAS & Mercado, o mercado brasileiro de milho deve manter um viés de baixa nos preços, em meio ao cenário de movimentação limitada nos negócios. “Hoje a queda do dólar frente ao real tende a frear o ritmo de negócios na safrinha”.
No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho também teve movimentações negativas neste penúltimo dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas encontrou valorização apenas em Brasília/DF. Já as desvalorizações apareceram em Panambi/RS, Jataí/GO, Rio Verde/GO, Dourados/MS e Luís Eduardo Magalhães/BA.
Confira como ficaram todas as cotações nesta quinta-feira
De acordo com a análise diária da Agrifatto Consultoria, “a pressão de oferta dita recuos nos preços do cereal nos mercados físico e futuro. Em Campinas/SP o cereal é comercializado na média de R$ 86,00/sc”.
O reporte diário da Radar Investimentos acrescenta que, “a negociação de milho no Brasil segue a passos muito lentos, com preços pouco atrativos para vendedores e compradores temporariamente abastecidos”.
Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o mercado segue centrado na paridade de exportação. “Para o disponível os consumidores mantêm a estratégia de realizar compras pontuais até a entrada da safrinha no mercado, para enfim se posicionar de maneira mais contundente”, indicou.
Mercado Externo
Já a Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou o pregão desta quinta-feira com movimentações restritas e flutuando em campo misto para os preços internacionais do milho futuro.
O vencimento julho/22 foi cotado à US$ 7,30 com queda de 1,00 ponto, o setembro/22 valeu US$ 7,04 com alta de 1,00 ponto, o dezembro/22 foi negociado por US$ 6,94 com elevação de 2,75 pontos e o março/23 teve valor de US$ 6,99 com ganho de 2,75 pontos.
Esses índices representaram altas, com relação ao fechamento da última quarta-feira (01), de 0,14% para o setembro/22, de 0,43% para o dezembro/22 e de 0,43% para o março/23, além de baixa de 0,14% para o julho/22.
Segundo informações da Agência Reuters, o futuro de milho de julho da safra antiga caiu na CBOT, enquanto o milho da nova safra subiu nesta quinta-feira.
“É apenas uma ação corretiva. Ainda temos o desconhecido em torno dos embarques da Ucrânia, mas olhe para a ação do preço. Ainda temos uma grande volatilidade aqui”, disse Tom Fritz, corretor de commodities do EFG Group.
A publicação ressalta que, os analistas estão cautelosos com a probabilidade de um acordo sobre os portos ucranianos enquanto os combates continuam na Ucrânia e enquanto Moscou busca concessões de sanções rejeitadas por Kyiv e seus aliados ocidentais.
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