Chuva em MG prejudica a colheita e afeta a qualidade viária do estado
Em Minas Gerais, a chuva segue castigando o produtor de milho, atrasando a colheita da safra, bem como dificultando e piorando a qualidade da estrada e vias de acesso das carretas. A análise é de Bernardo Lopes, da Tarken, agritech brasileira que oferece um marketplace para trading de grãos.
“Pontualmente, houve uma queda de uma ponte entre Patos de Minas e Patrocínio, o que tem feito o deslocamento dos caminhoneiros que percorrem esse trajeto aumentar o caminho em 200 KM, e consequentemente aumentando o preço do frete e inviabilizando negociações”, revela o analista.
No Cerrado mineiro, os preços variam de R$91 até R$93 em Coromandel, Patos de Minas e Vazante.
No Triângulo Mineiro, há expectativa pela colheita de alguns volumes significativos de milho a partir do próximo mês, no início de março, mas ainda registram lotes em Ibiá e Sacramento com vendas picadas, entre R$91 até R$94, dependendo da cidade.
Os compradores seguem tentando ampliar os prazos, muitos pedindo 30 dias, mas a posição dos produtores é praticamente irredutível, cedendo apenas alguns dias para poder negociar
NO MATO GROSSO DO SUL, AVANÇO DAS PLANTADEIRAS PREJUDICA UMIDADE RELATIVA
As movimentações no Mercado do Milho em Mato Grosso do Sul continuam inexpressivas. No entanto, há expectativa de avanços na fixação de preços para o próximo mês.
Segundo o analista da Tarken, Thiago Carvalho, existe um potencial aumento dos preços de frete por conta da colheita de soja, o que pode gerar dificuldade na originação de milho para alguns compradores.
“Já em relação ao clima, uma nova onda de tempo quente e seco no Mato Grosso do Sul está preocupando os produtores de soja e milho. O avanço das plantadeiras está prejudicado pela falta de umidade relativa”, afirma Carvalho.
Os preços da cotação Tarken apontam valores na faixa de R$87 nas regiões de Campo Grande e Chapadão do Sul, e acima de R$90 para Dourados.
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