Governo e setor avaliam ocorrência da cigarrinha e enfezamentos do milho em Mato Grosso
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em conjunto com a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Mato Grosso (Aprosoja MT), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea MT) realizaram, nesta semana, visita técnica no estado de Mato Grosso para traçar medidas de contingenciamento e monitoramento da cigarrinha e enfezamentos do milho junto aos principais produtores da cultura.
A presença desse inseto e os prejuízos causados pelas doenças têm gerado grande preocupação para os produtores que buscam adoção de medidas para não comprometer a safra de milho no estado. Até então, não há uma medida de controle isolada capaz de evitar a ocorrência da praga. As medidas preventivas podem reduzir ou evitar a incidência dessas doenças.
Para o secretário de Defesa Agropecuária, José Guilherme Leal, escutar os produtores é importante para definir as ações de combate e prevenção da praga. “Buscamos debater com os produtores rurais, em conjunto com a pesquisa agropecuária, recebendo as sugestões para adoção de medidas no âmbito regional, a fim de evitar prejuízos para as próximas safras”.
Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), essas doenças são causadas por microrganismos denominados mollicutes e também por vírus, que invadem sistemicamente e multiplicam-se nos tecidos do floema da planta de milho e são transmitidos de plantas doentes para plantas sadias, pela cigarrinha Dalbulus maidis.
Para informações sobre a identificação das doenças nas lavouras e sobre o manejo mais adequado para se minimizar os impactos gerados pelos enfezamentos do milho, pesquisadores da Embrapa Milho e Sorgo elaboraram cartilha sobre o Manejo da Cigarrinha e Enfezamentos na Cultura do Milho. No site da Embrapa também é possível obter mais informações sobre o manejo das doenças que também vêm ocorrendo em outras regiões do país.
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