Previsão de safra de milho da Argentina pode cair por clima quente e seco, diz bolsa de grãos
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BUENOS AIRES (Reuters) – A bolsa de grãos de Buenos Aires pode reduzir sua estimativa de safra de milho 2021/22, atualmente de um recorde de 57 milhões de toneladas, devido ao calor e à seca que afetam as áreas produtoras, disse o chefe do Departamento de Estimativas Agropecuárias da entidade nesta terça-feira.
A Argentina é o segundo exportador mundial de milho e até recentemente as condições climáticas acompanhavam o cultivo, permitindo à bolsa estimar uma produção histórica do cereal, apesar da presença do fenômeno climático La Niña, que traz um clima mais seco ao núcleo agrícola da Argentina.
No entanto, as chuvas que vinham acompanhando o milho pararam de cair a partir da segunda quinzena de dezembro, época em que também começaram a se registrar temperaturas muito altas, com a transição para o verão meridional em 21 de dezembro.
“Parece que o La Niña finalmente chegou ao fim do ano, quando o milho (precoce) está em estágios fundamentais” de desenvolvimento, disse à Reuters Esteban Copati, chefe do Departamento de Estimativas Agropecuárias da bolsa, destacando que há mais de um milhão de hectares atualmente em estágios fundamentais de desenvolvimento sob condições quentes e sem água.
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