B3 fica perto da estabilidade na 4ªfeira com milho sobrando no mercado interno, aponta Brandalizze
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A quarta-feira (10) chega ao fim com os preços futuros do milho ganhando um pouco de folego na parte final do dia, após registrarem recuos na Bolsa Brasileira (B3) em boa parta do pregão.
O vencimento novembro/21 foi cotado à R$ 85,09 com queda de 0,25%, o janeiro/22 valeu R$ 86,37 com elevação de 0,42%, o março/22 foi negociado por R$ 86,99 com alta de 0,57% e o maio/22 teve valor de R$ 82,80 com ganho de 0,29%.
Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o que baliza o mercado interno neste momento é que muita gente segurou milho para o final do ano e agora a demanda começa a sumir.
“Os grandes consumidores do setor de ração compram milho até a semana que vem e alguns já apontam que não vão comprar mais milho neste ano. Então vai sobrando milho com o produtor segurando volumes”, relata o analista.
Brandalizze acrescenta que as exportações estão avançando, mas ainda em ritmo lento e, tudo indica, que irão sobrar mais de 10 milhões de toneladas de milho em um ano que se projetava com escassez de milho.
“Houve também uma debandada de demanda do setor de confinamentos de boi, pois quem podia está jogando o boi no pasto e, automaticamente, cai muito a demanda sem mandar o animal para o confinamento”, diz.
No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho registrou movimentações de alta e de baixa nesta quarta-feira. As desvalorizações foram encontradas, pelo levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, em Pato Branco/PR, Dourados/MS e Amambai/MS, já as valorizações apareceram em Castro/PR, Maracaju/MS, Campo Grande/MS e Porto Santos/SP.
Confira como ficaram todas as cotações nesta quarta-feira
De acordo com a análise da Agrifatto Consultoria, “o movimento de liquidação do milho físico ganha força e faz a saca em Campinas/SP encostar nos R$ 85,00/sc”.
Ao longo da última semana o preço médio da saca de milho caiu R$ 5,00 em Goiás, conforme levantamento do Ifag, e recuou 4,44% no Mato Grosso do Sul, disse a Famasul.
>> Preço médio do milho em Goiás despenca R$ 5,00 em uma semana, aponta Ifag
Mercado Externo
A Bolsa de Chicago (CBOT) ganhou força ao longo da quarta-feira e disparou ao final do dia, com os preços internacionais do milho futuro subindo quase 3% neste meio de semana.
O vencimento dezembro/21 foi cotado à US$ 5,69 com valorização de 14,50 pontos, o março/22 valeu US$ 5,78 com alta de 14,50 pontos, o maio/22 foi negociado por US$ 5,83 com elevação de 14,25 pontos e o julho/22 teve valor de US$ 5,84 com ganho de 13,50 pontos.
Esses índices representaram valorizações, com relação ao fechamento da última terça-feira (10), de 2,71% para o dezembro/21, de 2,48% para o março/22, de 2,46% para o maio/22 e de 2,28% para o julho/22.
Segundo informações da Agrinvest, os futuros do milho na CBOT receberam suporte das cotações do trigo de Chicago e do trigo europeu, que renovou máximas de 13 anos e meio nesta quarta-feira.
“A Rússia deverá mudar sua política de restrições à exportação. Ainda não se sabe quais serão as mudanças, mas deverão ser mais severas em relação às atuais”, explica a consultoria.
Enquanto isso na China, os preços do milho chegam a oitava semana consecutiva de valorizações, segundo a Agrinvest. Entre os fatores que sustentam essas cotações, a consultoria aponta o trigo mais caro, a qualidade do milho e a melhora de margens da suinocultura.
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