Atraso na colheita e quebra da safrinha causam lentidão nas exportações de milho
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De acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, divulgadas nesta segunda-feira (19), as exportações de milho não moído, exceto milho doce nos 12 dias úteis de julho seguem em ritmo lento.
Segundo o analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a vagarosidade nos embarques reflete a situação da safrinha brasileira, que está atrasada (a colheita deve ganhar ritmo no na virada para agosto) e também pela quebra causada pelas intempéries climáticas.
"O mercado doméstico vai ter que competir com o exportador. A exportação em julho não deve ter muitos avanços, até pela situação no mercado doméstico, que vai demandar bastante", disse.
A receita obtida com as exportações de milho por enquanto neste mês, US$ 116.228,913, representa 18,4% do montante obtido em todo julho de 2020, que foi de US$ 633.360,444. No caso do volume embarcado, as 523.906,464 toneladas são 13% do total exportado em julho do ano passado, quantia de 3.979.224,163 toneladas.
O faturamento por média diária neste início de julho, US$ 9.685,742, foi 64,83% inferior do que julho do ano passado. Em comparação à semana anterior, houve aumento de de 110%.
No caso das toneladas por média diária, foram 43.658,872, recuo de 74,77% no comparativo com o mesmo mês do ano passado. Quando comparado ao resultado para o quesito na semana anterior, observa-se alta de 98,6%.
Já o preço pago por tonelada, US$ 221,850 foi 39,38% superior ao praticado em julho do ano passado. Em relação ao valor registrado na semana anterior, houve avanço de 5,7%.
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