Milho sobe mais de 3% em Chicago com preocupações sobre clima nos EUA
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Depois de iniciar o dia com estabilidade, o mercado do milho passou a subir de forma mais consistente em Chicago no início desta quarta-feira (14). Perto de 13h30 (horário de Brasília), os ganhos eram de 8,25 a 16,50 pontos, com o julho valendo US$ 6,85 e o dezembro, US$ 5,57 por bushel.
O clima no Corn Belt tem sido o principal combustível para as cotações. As previsões para os próximos dias nos EUA, nas regiões produtoras mais a noroeste do país, indicam chuvas abaixo da média e temperaturas acima, motivando a continuidade das altas.
Como explica o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, apesar da leve melhora de um ponto percentual nas lavouras em boas ou excelentes condições pelo último relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), "a safra segue perdendo potencial produtivo e tem o clima pela frente que pode trazer tempo seco e quente e derrubar ainda mais a qualidade nos próximos dias".
Os mapas da sequência trazem as previsões para os EUA entre os próximos 6 a 10 dias:
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B3
Na B3, os preços do milho acompanham o dólar e operam em queda nesta quarta-feira. As posições mais negociadas, por volta de 13h40 (horário de Brasília), perdiam entre 0,26% e 0,72%, com o setembro sendo cotado a R$ 95,20 por saca.
O dólar pressiona, mas os fundamentos internos dão espaço ao suporte das cotações. Também no radar dos traders está o milho importado, que tem sido um balizador importante para os preços do cereal brasileiro agora.
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