Exportação de milho neste início de julho tem baixos volumes e altos preços, refletindo quebra na safrinha
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De acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, divulgadas nesta segunda-feira (12), as exportações de milho não moído, exceto milho doce nos primeiros sete dias úteis de julho refletem a situação da quebra severa da safrinha brasileira.
Segundo o analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a expectativa do mercado brasileiro era de exportar este ano 30 milhões de toneladas, e com os recentes dados da safrinha, a perspectiva caiu para 20 milhões de toneladas.
"Como ainda nem chegamos à metade de julho e a safrinha foi irregular, plantio tardio, então não tem movimentação grande de exportação. Deve haver um fluxo maior em agosto, setembro, outubro, mas ainda assim bem limitado", disse.
A receita obtida com as exportações de milho por enquanto neste mês, US$ 32.279,274, representa 5,09% do montante obtido em todo julho de 2020, que foi de US$ 633.360,444. No caso do volume embarcado, as 153.866,004 toneladas são 3,8% do total exportado em julho do ano passado, quantia de 3.979.224,163 toneladas.
O faturamento por média diária neste início de julho, US$ 4611,324, foi 83,25% inferior do que julho do ano passado. Em comparação à semana anterior, houve alta de de 336,7%.
No caso das toneladas por média diária, foram 21980,857, queda de 87,30% no comparativo com o mesmo mês do ano passado. Quando comparado ao resultado para o quesito na semana anterior, observa-se baixa de 400%.
Já o preço pago por tonelada, US$ 209,788 foi 31,80% superior ao praticado em julho do ano passado. Em relação ao valor registrado na semana anterior, houve recuo de 12,7%.
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