Cobertura do Proagro para produtores de milho vai minimizar perdas com a cigarrinha, diz CNA
Os produtores rurais com perdas de produtividade do milho devido às doenças sistêmicas transmitidas pela cigarrinha (Dalbulus maidis) poderão acessar o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), de acordo com o Comunicado n.° 37.014, do Banco Central, divulgado na terça (13).
Na avaliação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) essa medida é positiva e muito importante para o produtor rural, que pode ter perdas de até 80% da produção em casos de ataque severo.
“Até a publicação do documento o Proagro não aceitava as perdas decorrentes de pragas. A partir de agora esse risco passou a ser coberto, uma excelente notícia para o produtor de milho”, afirmou o presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosa da CNA, Ricardo Arioli.
O comunicado destaca que o produtor receberá a cobertura do Proagro já que não existe, atualmente, “método difundido de combate, controle ou profilaxia, que seja técnica e economicamente exequível”.
Em reunião da Comissão de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA no dia 16 de março para discutir o tema, pesquisadores da Embrapa Milho e Sorgo afirmaram que o manejo da praga é feito por meio do tratamento de sementes, defensivos químicos e biológicos, cultivares menos sensíveis ao enfezamento, além do controle da cultura pós-colheita, porém, ressaltam que não existe uma medida curativa e os métodos isolados têm pouco efeito.
O Banco Central recomenda ainda, no comunicado, que os agentes do Proagro façam a revisão de eventuais indeferimentos de pedidos de cobertura de operações enquadradas a partir de 1º/7/2020, “caso tenham sido motivados pelo entendimento de que as perdas decorrentes da presença de cigarrinha nas lavouras de milho não seriam amparadas pelo programa”.
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