Milho segue subindo e se recuperando na B3 nesta terça-feira

A terça-feira (08) continua altista para os preços futuros do milho na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações positivas entre 2,70% e 4,89% por volta das 11h49 (horário de Brasília).
O vencimento janeiro/21 era cotado à R$ 71,42 com valorização de 4,89%, o março/21 valia R$ 72,20 com ganho de 4,64%, o maio/21 era negociado por R$ 69,18 com alta de 4,66% e o julho/21 tinha valor de R$ 64,70 com elevação de 2,70%.
Os contratos do cereal brasileiro buscam uma recuperação após fecharem a última semana acumulando grandes desvalorizações. Mesmo assim, a Agrifatto Consultoria espera que a pressão negativa dá sinais de que pode ir até 2021.
Mercado Externo
Os preços internacionais do milho futuro seguem recuando na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam movimentações negativas entre 2,00 e 3,00 pontos por volta das 11h44 (horário de Brasília).
O vencimento dezembro/20 era cotado à US$ 4,17 com queda de 2,00 pontos, o março/21 valia US$ 4,21 com baixa de 2,75 pontos, o maio/21 era negociado por US$ 4,24 com perda de 2,75 pontos e o julho/21 tinha valor de US$ 4,24 com desvalorização de 3,00 pontos.
Segundo informações do site internacional Farm Futures, os traders começaram a ajustar suas posições durante a noite em antecipação aos grandes estoques globais finais nos relatórios WASDE de quinta-feira. As chuvas generalizadas na América do Sul aumentaram essas chances, mas as perdas foram limitadas pelos padrões climáticos La Niña que devem persistir na América do Sul nos próximos meses.
A publicação aponta ainda que, os ritmos de carregamento de exportação de milho diminuíram significativamente nas inspeções de grãos de ontem para relatório de exportação do USDA. Na semana encerrada em 3 de dezembro, os volumes de milho pesados para inspeção caíram 29%, para 28,9 milhões de bushels.
“Quedas sazonais nas exportações de milho não são incomuns nesta época do ano, principalmente na esteira das vendas da safra. O pico da temporada de exportação de milho dos EUA não começará até meados de março. Mas os compradores internacionais podem recuperar o interesse se os preços futuros continuarem caindo, especialmente em meio a uma queda do dólar”, comenta a analista Jacqueline Holland.
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