BrasilAgro minimiza riscos para 2ª safra de milho da companhia

SÃO PAULO (Reuters) - A BrasilAgro concluiu o plantio de soja 2020/21 em áreas que serão cultivadas com milho na segunda safra, disse o CEO da companhia nesta quinta-feira, no intuito de driblar eventuais efeitos negativos na janela do cereal, decorrentes do atraso no início da semeadura da oleaginosa por causa da seca.
Para as lavouras do país, em geral, ele avalia que o atraso na largada do plantio deve trazer impactos para a segunda safra, só não se sabe quanto.
"Toda nossa área que vai ter safrinha já está plantada. A nossa safrinha ainda não tem comprometimento", disse André Guillaumon em teleconferência para comentar resultados trimestrais.
Sobre o cenário no Brasil, ele afirmou que o plantio na região centro-sul foi "bastante tumultuado". Produtores que nesta época da safra passada estavam com os trabalhos concluídos, ainda registram semeadura da soja entre 80% a 85% do esperado, disse.
"Esse plantio como foi conturbado, foi um plantio de mais risco... Impacto na safrinha vai existir se a gente mantiver as condições climáticas dos últimos anos... é difícil quantificá-lo, mas já está dado", avaliou.
Em balanço divulgado na noite de quarta-feira, a companhia projetou plantio de 59,82 mil hectares de soja, alta de 10,1% em relação à temporada passada. No milho, somadas as lavouras de verão e safrinha, 23,42 mil hectares serão semeados, queda de 6,1% puxada pela segunda safra.
Segundo o CEO, o fim de contratos de arrendamento explica a redução no plantio de milho prevista para a segunda safra, estimada em 16,34 mil hectares, ante 17,89 mil hectares em 2019/20.
0 comentário
Exportações de milho da Argentina batem recorde em julho, diz bolsa
Milho sobe forte em Chicago com trigo e tensão Rússia x Ucrânia nesta 6ª feira (14)
Milho sobe em Chicago nesta 6ª (14), com suporte do trigo e tensões entre Rússia e Ucrânia
Milho recua em Chicago nesta 5ª após forte disparada na sessão anterior; B3 acompanha perdas
Conab eleva safra de milho para quase 143 milhões de toneladas e estoques crescem 25%
Milho dispara em Chicago após USDA reduzir produtividade dos EUA; geopolítica também dá suporte