Milho ganha força na B3 com vendedores fora do mercado

Os preços futuros do milho ganharam força na Bolsa Brasileira (B3) e passaram a subir nesta terça-feira (03). As principais cotações registravam movimentações positivas entre 1,01% e 2,50% por volta das 11h56 (horário de Brasília).
O vencimento novembro/20 era cotado à R$ 81,41 com valorização de 2,33%, o janeiro/21 valia R$ 82,00 com elevação de 2,50%, o março/21 era negociado por R$ 80,76 com ganho de 2,16% e o maio/21 tinha valor de R$ 73,79 com alta de 1,01%.
Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o mercado de milho brasileiro segue calmo e sem grandes pressões. “Indicativos de R$ 75,00 à R$ 82,00 junto a pequenos compradores da indústria de ração, já que os grandes do setor seguem em ritmo lento e de olho no ritmo de exportação para poder buscar algum navio adicional de milho norte-americano caso os volumes cresçam muito”, diz.
Brandalizze relata ainda que, neste momento, o produto brasileiro foca mais em seguir as atividades de lavoura com plantio da safra verão e acaba não buscando novas negociações para o milho futuro.
Mercado Externo
A Bolsa de Chicago (CBOT) segue registrando ganhos para os preços internacionais do milho futuro nesta terça-feira. As principais cotações registravam movimentações positivas entre 2,75 e 4,50 pontos por volta das 11h47 (horário de Brasília).
O vencimento dezembro/20 era cotado à US$ 4,02 com valorização de 4,50 pontos, o março/21 valia US$ 4,05 com elevação de 4,00 pontos, o maio/21 era negociado por US$ 4,07 com alta de 3,25 pontos e o julho/21 tinha valor de US$ 4,09 com ganho de 2,75 pontos.
Segundo informações do site internacional Farm Futures, uma alta no mercado de energia apoiou os preços futuros do milho esta manhã, enquanto os agricultores buscam recuperar o atraso na colheita devido às chuvas da semana passada.
“Uma semana de chuva não impediu que os produtores de milho da América continuassem com a atividade de colheita da semana passada. Para a semana encerrada em 1º de novembro, 82% do milho americano foi colhido”, aponta a analista Jacqueline Holland.
O analista de mercado Vlamir Brandalizze destaca ainda que, “a colheita se encaminha para o final e resta pouco espaço para surpresas”.
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