Milho perde força na B3, mas segue acima dos R$ 80,00 nesta 5ªfeira

Os preços futuros do milho perderam um pouco de força na Bolsa Brasileira (B3) ao longo desta quinta-feira (22). As principais cotações operavam com movimentações negativas entre 0,11% e 1,31% por volta das 11h49 (horário de Brasília).
O vencimento novembro/20 era cotado à R$ 83,26 com queda de 0,79%, o janeiro/21 valia R$ 83,30 com perda de 0,88%, o março/21 era negociado por R$ 82,79 com baixa de 0,11% e o maio/21 tinha valor de R$ 77,00 com desvalorização de 1,31%.
Para o analista da Germinar Corretora, Roberto Carlos Rafael, essas cotações poderiam subir ainda mais, com a B3 puxando o mercado físico, mas existe um limite para as altas e ele está atrelado à paridade de importação, que nos cálculos dele, já está próxima.
Na visão de Rafael, o milho importado dos Estados Unidos hoje, já sem a TEC de importação, chegaria aos portos brasileiros na faixa dos R$ 76,00 e às indústrias, já com o frete, por volta de R$ 82,00. Sendo assim, devemos ter registro de grandes importações do cereal norte-americano nos próximos 30 dias, o que atuaria para frear as cotações no Brasil.
Mercado Externo
Já os preços internacionais do milho futuro ganharam força na Bolsa de Chicago (CBOT) após a divulgação dos números de exportação do USDA nesta quinta-feira. As principais cotações registravam movimentações positivas entre 1,00 e 3,50 pontos por volta das 11h32 (horário de Brasília).
O vencimento dezembro/20 era cotado à US$ 4,17 com valorização de 3,50 pontos, o março/21 valia US$ 4,18 com elevação de 2 pontos, o maio/21 era negociado por US$ 4,20 com ganho de 1,50 pontos e o julho/21 tinha valor de US$ 4,19 com alta de 1 ponto.
Segundo informações do site internacional Farm Futures, os preços do milho subiram esta manhã com a forte demanda de exportação, principalmente da China
Em seu novo relatório de vendas de exportações, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou que as vendas de milho superaram a média das quatro semanas anteriores em 21%, após atingir 72,1 milhões de bushels. Essa contagem foi maior do que todas as estimativas de comércio, que variaram entre 31,5 milhões e 55,1 milhões de bushels.
O Japão liderou todos os destinos, com 19,3 milhões de bushels. Os totais acumulados para o ano comercial de 2020/21 começaram muito mais fortes em comparação com o ano anterior, com 212,2 milhões de bushels.
Os embarques de exportação de milho também ficaram 7% acima da média das quatro semanas anteriores, com 35,4 milhões de bushels. A China foi o destino número 1, com 14,3 milhões de bushels. México, Japão, Arábia Saudita e Colômbia completam os cinco primeiros.
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