Cotação do milho na B3 segue subindo e abre a 5ªfeira passando os R$ 85

A quinta-feira (22) começa com os preços futuros do milho subindo novamente na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações positivas entre 0,75% e 2,79% por volta das 09h51 (horário de Brasília).
O vencimento novembro/20 era cotado à R$ 85,93 com alta de 2,40%, o janeiro/21 valia R$ 85,28 com ganho de 1,48%, o março/21 era negociado por R$ 83,50 com elevação de 0,75% e o maio/21 tinha valor R$ 80,20 com valorização de 2,79%.
De acordo com o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o mercado segue firme com a demanda interna aquecida e o setor de rações trabalhando na capacidade máxima. "Estamos no momento em que mais se consome soja e milho para a produção de rações. É um momento de pico de demanda", diz.
Brandalizze destaca que a semana começeu com a B3 operando entre R$ 78,00 e R$ 79,00 e já ultrapassou os R$ 85,00 porque a liberação da TEC de importação acabou despertando o mercado nacional e trazendo compradores para o mercado, uma vez que talvez não se tenha colheita em janeiro pelas dificuldades na safra verão.
"O comprador fez as contas e hoje o milho importado está chegando aos portos à R$ 74,00 ou R$ 75,00 e para chegar na indústria vai passar dos R$ 80,00 esse milho americano. Isso acabou inflando um pouco o mercado", explica Brandalizze.
Mercado Externo
Os preços internacionais do milho futuro abriram o dia operando em campo misto na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam movimentações entre 0,75 pontos negativos e 0,25 pontos positivos por volta das 09h38 (horário de Brasília).
O vencimento dezembro/20 era cotado à US$ 4,14 com elevação de 0,25 pontos, o março/21 valia US$ 4,16 com baixa de 0,50 pontos, o maio/21 era negociado por US$ 4,17 com queda de 0,75 pontos e o julho/21 tinha valor de US$ 4,17 com perda de 0,50 pontos.
Segundo informações do site internacional Successful Farming, os preços futuros do milho em Chicago operam com influencia da forte demanda por exportações norte-americanas e da redução na produção de etanol nos Estados Unidos.
As vendas de milho nos EUA têm sido robustas nas últimas semanas, com ontem marcando o fim de uma sequência de sete dias de compras anunciadas de produtos agrícolas por compradores estrangeiros. Os exportadores anunciaram esta semana vendas de 468.000 toneladas de milho para importadores.
Por outro lado, a produção de etanol nos Estados Unidos caiu para o nível mais baixo em três semanas, enquanto os estoques também caíram, de acordo com a Administração de Informação de Energia.
A produção nos sete dias que terminaram em 16 de outubro foi em média de 913.000 barris por dia, abaixo dos 937.000 barris por dia na semana anterior, disse a EIA. Essa é a menor quantia desde a semana que terminou em 25 de setembro.
Relembre como fechou o mercado na última quarta-feira:
>> Preço do milho sobe no Brasil e chega à R$ 80,00 em Campinas/SP nesta 4ªfeira
0 comentário
Agroconsult vê queda de 11% na exportação de milho do Brasil em 25/26
Cotações do milho sobem em Chicago nesta quinta-feira com apoio da soja e das exportações dos EUA
Volume de milho comercializado no atacado da Ceagesp vai quase dobrar neste mês de junho
Agroconsult eleva previsão da 2ª safra de milho do Brasil, mas vê queda anual
IGC eleva previsão de safra global de milho 26/27 com revisões na Argentina e Índia
Deral faz leve ajuste positivo na 2ª safra de milho do Paraná; mantém previsão para trigo