Conab eleva produção de milho da safra 2019/20, amplia a demanda e descarta desabastecimento

A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) divulgou seu boletim de acompanhamento da safra brasileira de grãos para o mês de setembro e apontou que a produção total de milho nesta safra 2019/20 será recorde no Brasil, com 102,5 milhões de toneladas somando as três safras, um acréscimo de 2,5% em ralação ao ano anterior e 400 mil toneladas a cima da última estimativa de agosto.
A primeira safra nacional registrou aumento de 3,2% na área cultivada ficando em 4,2 milhões de hectares e já foi totalmente colhida. “Problemas climáticos na Região Sul prejudicaram o potencial produtivo das lavouras, sobretudo as do Rio Grande do Sul, reduzindo a produtividade média do país em 3%, comparada à safra passada”. A produção final ficou em 25,689 milhões de toneladas.
Na segunda safra, a colheita está estimada em 90% até o momento, faltando colher apenas algumas áreas em Mato Grosso do Sul e no Paraná. “O quadro climático apresentado na Região Centro-Sul impactou o rendimento das lavouras, pois, com exceção de algumas regiões, não conseguiram expressar todo o seu potencial produtivo”.
A produção da safrinha é estimada em 75,054,5 milhões de toneladas com uma produtividade média de 5.456 quilos por hectare, 90,93 sacas por hectare.
Já a terceira safra, com calendário produtivo semelhante ao do hemisfério norte, tendo como núcleo as lavouras da Sealba, que compreende as áreas produtoras situadas no nordeste da Bahia, Sergipe e Alagoas, e as situadas em Pernambuco e em Roraima. Apresentou área 4,1% superior à registrada na safra passada e a produção é estimada em 1,758 milhão de toneladas.
Oferta e Demanda
Na mesma publicação, a Conab realizou ajuste em sua previsão de consumo interno para a safra em curso. A estimativa sofreu alteração de 0,4% para mais do que a projeção de agosto, chegando em 68,6 milhões de toneladas.
“O ajuste é decorrente de adequação nos dados de consumo animal esperado e utilização de milho para produção de etanol na Região Centro Oeste”, diz o relatório.
Já a previsão de exportação permanece inalterada no montante de 34,5 milhões de toneladas neste atual ciclo. Para atingir este volume, espera-se que o Brasil embarque mais 22,8 milhões de toneladas de milho até janeiro de 2021.
“Cabe destacar que o total de produto exportado na safra em curso até agosto de 2020 é inferior em 36% ao observado no mesmo período da safra 2018/19. Esse fato, em parte, é justificado pelo atraso ocorrido na colheita do grão de segunda safra e em parte pelo aumento do consumo doméstico”, explica a Conab.
Sendo assim, o estoque de passagem esperado passa a ser de 10,4 milhões de toneladas, volume considerado suficiente para atender o consumo interno nacional por 56 dias a partir de fevereiro de 2021. “Dessa maneira, a Conab acredita que não existe risco aumentado de desabastecimento do cereal no Brasil”.
1 comentário
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Geraldo Emanuel Prizon Coromandel - MG
Sei que não posso falar por outras regiões, mas no caso específico da minha para o milho safrinha, tivemos uma redução de, no mínimo, 20% na produtividade, com uma área levemente menor também devido ao atraso no plantio.