Milho muda rumo na B3 e passa a subir nesta quinta-feira

Os preços futuros do milho ganharam força na Bolsa Brasileira e passaram a subir nesta quinta-feira (10). As principais cotações registravam movimentações positivas entre 0,35% e 0,88% por volta das 11h49 (horário de Brasília).
O vencimento setembro/20 era cotado à R$ 57,75 com ganho de 0,54%, o novembro/20 valia R$ 58,02 com alta de 0,52%, o janeiro/21 era negociado por R$ 58,10 com elevação de 0,35% e o março/21 tinha valor de R$ 57,50 com valorização de 0,88%.
Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, há grandes indícios de que a demanda mundial por milho siga crescendo fortemente durante 2021. “Há uma expectativa de que o USDA reduza em mais de 10 ou 12 milhões de toneladas a safra norte-americana e isso é uma boa notícia para quem vai plantar a safrinha no ano que vem. O mercado já mostra boas cotações futuras e temos bons volumes já negociados”, diz.
Brandalizze destaca ainda que, a projeção aponta que a China irá consumir 285 milhões de toneladas de milho em 2021, enquanto iria produzir 260 milhões de toneladas pela perspectiva até a semana passada. “Agora com problemas climáticos e inundações a projeção já caiu para 240 milhões. Está se formando um grande buraco na China para o milho, um déficit de mais de 40 milhões de toneladas, eles vão ter que comprar muito milho”.
Mercado Externo
A Bolsa de Chicago (CBOT) manteve a força dos preços internacionais do milho futuro, que seguem subindo nesta quinta-feira. As principais cotações registravam movimentações positivas entre 3,75 e 6,75 pontos por volta das 11h44 (horário de Brasília).
O vencimento setembro/20 era cotado à US$ 3,56 com valorização de 6,75 pontos, o dezembro/20 valia US$ 3,65 com elevação de 5,50 pontos, o março/21 era negociado por US$ 3,75 com ganho de 4,50 pontos e o maio/21 tinha valor de US$ 3,81 com alta de 3,75 pontos.
Segundo informações do site internacional Farm Futures, os preços futuros do milho subiram esta manhã devido ao sentimento positivo da demanda do setor de etanol nos Estados Unidos. Além disso, os comerciantes estão em grande parte finalizando suas posições antes do relatório WASDE de oferta/demanda de sexta-feira.
“Membros da indústria do etanol se alegraram ontem depois que várias fontes indicaram que o presidente Trump provavelmente negaria as isenções de mistura de bicombustíveis de ano sabático para 58 pequenas refinarias em todo o país. A medida eliminaria as barreiras de demanda para a indústria do etanol, que depende das refinarias para comprar seu aditivo de combustível para se misturar a produtos de combustível à base de petróleo”, aponta a analista Jacqueline Holland.
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