Milho abre a 6ªfeira com leves altas na B3 após início da colheita e novos reportes de perdas

A sexta-feira (29) começa com poucas movimentações para os preços futuros do milho na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam flutuações máximas de 0,44% por volta das 09h07 (horário de Brasília).
O vencimento julho/20 era cotado à R$ 45,60 com valorização de 0,44%, o setembro/20 valia R$ 44,40 com alta de 0,23%, o novembro/20 era negociado por R$ 46,85 com estabilidade e o janeiro/20 tinha valor de R$ 48,00 com estabilidade.
As cotações futuras do Brasil são influenciadas por forças diversas neste momento. Por um lado os trabalhos de colheita já começaram para a segunda safra com Mato Grosso colhendo 0,68% na última semana e o Paraná atingindo os 2% colhidos, de acordo com os últimos boletins divulgados pelo Imea e pelo Deral, respectivamente.
Por outro lado, as perdas na produção ficam cada vê mais reais, já que o Deral reportou diminuição de mais de 1 milhão de toneladas na expectativa inicial de produção do Paraná, que era de 12,9 milhões de toneladas no início da safra.
Mercado Externo
A Bolsa de Chicago (CBOT) também operava próxima a estabilidade para os preços internacionais do milho futuro nesta sexta-feira (29). As principais cotações registravam movimentações positivas máximas de 0,50% por volta das 09h01 (horário de Brasília).
O vencimento julho/20 era cotado à US$ 3,28 com alta de 0,50 pontos, o setembro/20 valia US$ 3,32 com ganho de 0,50 pontos, o dezembro/20 era negociado por US$ 3,40 com valorização de 0,50 pontos e o março/20 tinha valor de US$ 3,52 com elevação de 0,50 pontos.
Segundo informações da Agência Reuters, os futuros de milho nos Estados Unidos sobem pela quinta sessão consecutiva na sexta-feira, com as preocupações com o clima adverso afetando as lavouras e os sinais de aumento da demanda, levando o grão a seu maior ganho semanal em mais de sete meses.
Os contratos futuros de milho subiram mais de 3% na semana até o momento, rumo ao seu maior ganho semanal desde 4 de outubro de 2019. “O consumo de milho está aumentando, como visto pelos dados do etanol”, disse Tobin Gorey, diretor de estratégia agrícola do Commonwealth Bank of Australia.
Dados do governo americano na quinta-feira mostraram um quarto aumento semanal direto na produção de etanol e uma queda nos estoques de etanol para o menor nível desde janeiro.
Além disso, os analistas também observaram a ameaça de clima quente e seco que é esperado em todo o Meio-Oeste dos EUA para as lavouras recém plantadas da safra americana.
Relembre como fechou o mercado na última quinta-feira:
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