Milho sobe no mercado físico brasileiro e em Chicago nesta terça-feira

A terça-feira (12) registrou movimentações positivas para a maioria dos preços do milho no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, as únicas desvalorizações foram percebidas em Campo Novo do Parecis/MT (2,63% e preço de R$ 37,00).
Já as valorizações apareceram nas praças de Palma Sola/SC (1,19% e preço de R$ 42,50), Rio Verde/GO (1,39% e preço de R$ 36,50), Castro/PR (2,33% e preço de R$ 44,00), Cascavel/PR (2,50% e preço de R$ 41,00), Sorriso/MT disponível (3,13% e preço de R$ 33,00) e Jataí/GO (4,29% e preço de R$ 36,50).
Confira como ficaram todas as cotações nesta terça-feira.
De acordo com o boletim diário da Radar Investimentos, o mercado físico do milho mostrou sustentação no início desta semana. “Com os produtores mais cautelosos e ausentes na venda, os preços têm ganhado alguma tração em relação aos dias anteriores. Em Campinas-SP, as referências giram entre R$50,00 e R$51,00/sc, CIF, 30d”.
O Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária) divulgou relatório apontando que, mesmo com as incertezas da demanda pelo cereal e os receios com as condições climáticas para o desenvolvimento do grão, a comercialização da safra 19/20 avançou 5,32 pontos percentuais em relação ao relatório anterior (mar/20), totalizando 81,99% do cereal vendido no estado e ficando próximo da máxima dos últimos cinco anos.
A publicação destaca ainda que, para a safra 2020/21 as negociações já foram finalizadas para 29,47% do total esperado, após um avanço de 6,38 pontos percentuais com relação ao mês anterior. Entre os fatores que estimularam as vendas estão os bons preços de mercado, com média de R$ 29,21.
“Isso configura recorde de antecipação dos negócios, uma vez que no mesmo período dos anos anteriores não foram registradas vendas pelo Imea”, diz o relatório.
Por fim, o instituto ainda aponta que o indicador Imea/MT fechou a semana em R$ 39,61, com aumento de 0,28% com relação a semana anterior, impulsionado pelo aumento do dólar ante ao real e as valorizações do cereal na Bolsa de Chicago (CBOT).
B3
A Bolsa Brasileira (B3) operou o dia todo com muitas movimentações para os preços futuros do milho e registrava flutuações em campo misto entre 0,21% negativo e 0,44% positivo por volta das 16h21 (horário de Brasília).
O vencimento maio/20 era cotado à R$ 50,20 com ganho de 0,44%, o julho/20 valia R$ 46,90 com desvalorização de 0,21%, o setembro/20 era negociado por R$ 45,30 com baixa de 0,04% e o novembro/20 tinha valor de R$ 47,81 com perda de 0,08%.
Mercado Externo
Para a Bolsa de Chicago (CBOT) a terça-feira (12) foi de flutuações variadas para os preços internacionais do milho futuro. As principais cotações abriram o dia caindo, mas registraram movimentações positivas entre 1,00 e 5,25 ponto ao final do dia.
O vencimento maio/20 foi cotado à US$ 3,23 com valorização de 5,25 pontos, o julho/20 valeu US$ 3,22 com alta de 3,75 pontos, o setembro/20 foi negociado por US$ 3,26 com elevação de 2,00 pontos e o dezembro/20 teve valor de US$ 3,35 com ganho de 1,00 pontos.
Esses índices representaram valorizações, com relação ao fechamento da última segunda-feira, de 1,57% para o maio/20, de 1,26% para o julho/20, de 0,62% para o setembro/20 e de 0,30% para o dezembro/20.
Segundo informações do site internacional Farm Futures, os preços do milho ganharam impulso nesta tarde, depois que os traders descartaram amplamente um conjunto misto de dados WASDE e começaram com algumas compras técnicas e coberturas curtas, porque alguns traders ainda esperavam uma mudança moderada no plantio americano para hectares de soja este ano.
“A perspectiva WASDE do USDA para o milho inclui a suposição de alta produção e uso doméstico, com exportações crescentes. O resultado líquido ainda será de estoques finais maiores, de acordo com a agência”, aponta o analista Ben Potter.
O progresso do plantio de milho está agora em 67%, acima dos 51% há uma semana e ainda bem acima da média anterior de cinco anos de 56%, segundo o último relatório de progresso de safras do USDA, na segunda-feira à tarde.
“Ainda assim, os analistas esperavam um ritmo de plantio ainda mais agressivo, com um palpite comercial médio de 71%”, diz Potter.
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