Milho: B3 sobe nesta sexta-feira e negócios passam dos R$ 60,00 em Campinas/SP

A bolsa brasileira segue operando em alta neste último dia da semana, com as principais cotações subindo até 1,65% por volta das 11h42 (horário de Brasília) desta sexta-feira (03).
O contrato maio/20 era cotado à R$ 49,20 com valorização de 1,65%, o julho/20 valia R$ 45,92 com alta de 0,92% e o setembro/20 era negociado por R$ 44,10 com ganho de 0,92%.
No mercado físico brasileiro, a Radar Investimentos divulgou sua nota diária apontando que, a semana chega ao fim, com os compradores do cereal menos ativos/agressivos do que nos dias inicias. “Isto tem arrefecido, em parte, o espaço para novas altas nas regiões produtoras do estado”. A publicação ainda destaca que, em Campinas-SP, as referências giram ao redor de R$59,00/saca, CIF, 30d.
Já a Scot Consultoria, aponta que, apesar da menor movimentação nas últimas semanas, em função da pandemia do Coronavírus, quem precisou comprar milho se deparou com uma menor intenção do lado vendedor e pedidos de preços mais altos pelo cereal.
“Segundo levantamento da Scot Consultoria, na região de Campinas-SP, a saca de 60 quilos ficou cotada em R$61,50 (2/4), sem o frete, uma alta de 9,5% em relação à média do mês anterior. Na comparação com abril do ano passado, o preço do milho subiu 60,3% este ano. A cotação vigente é recorde, em valores nominais”, diz a publicação.
Mercado Externo
Após abrir a sexta-feira (03) em alta, os preços internacionais do milho futuro reverteram seu caminho e passaram a cair na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam perdas entre 1 e 2,75 pontos por volta das 12h05 (horário de Brasília).
O vencimento maio/20 era cotado à US$ 3,30 com desvalorização de 2,75 pontos, o julho/20 valia US$ 3,36 com queda de 2,00 pontos, o setembro/20 era negociado por US$ 3,41 com baixa de 1,00 ponto e o dezembro/20 tinha valor de US$ 3,49 com estabilidade.
A mudança de direção vem após a AIE (Agência Internacional de Energia) dizer que os cortes profundos na produção da Opep e de outros países produtores de petróleo não impedirão um enorme acúmulo de petróleo e pedir às economias mais ricas do mundo que discutam maneiras mais amplas de estabilizar os mercados.
Fatih Birol, diretor executivo da Agência Internacional de Energia, disse à Reuters que medidas para conter a disseminação do coronavírus levaram a uma perda de demanda "sem precedentes" que pode atingir até um quarto do consumo global, o que elevaria os impactos negativos no setor de etanol de milho americano.
0 comentário
Agroconsult vê queda de 11% na exportação de milho do Brasil em 25/26
Cotações do milho sobem em Chicago nesta quinta-feira com apoio da soja e das exportações dos EUA
Volume de milho comercializado no atacado da Ceagesp vai quase dobrar neste mês de junho
Agroconsult eleva previsão da 2ª safra de milho do Brasil, mas vê queda anual
IGC eleva previsão de safra global de milho 26/27 com revisões na Argentina e Índia
Deral faz leve ajuste positivo na 2ª safra de milho do Paraná; mantém previsão para trigo