Milho reverte baixas e fecha 4ª feira com altas de mais de 5% na B3 motivadas pelo dólar

Os preços do milho no mercado futuro brasileiro - B3 - reverteram as baixas fortes registradas mais cedo e fecharam o pregão desta quarta-feira (18) com altas muito intensas. Os ganhos ficaram entre 1,09% e até 5,15% entre os contratos mais negociados, levando o maio a R$ 49,45 e o setembro a R$ 44,90 por saca.
Segundo explicaram analistas da Agrinvest Commodities, o movimento se deu pela nova disparada do câmbio nesta quarta, que começou o dia testando os R$ 5,20, amenizou as altas, mas voltou a subir e com uma alta de quase 4% já bate em R$ 5,22. Assim, os futuros do milho acompanharam o avanço e também fecharam o dia, portanto, em campo positivo.
A alta do dólar ajudou, inclusive a neutralizar os rumores de que as plantas frigoríficas de aves e suínos poderiam paralisar suas atividades - assim como tem sido feito em plantas da JBS e do Minerva para abate de bovinos, com as empresas dando férias coletivas.
A ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) já afirmou que trabalha para garantir o ritmo normal dos trabalhos, ajudando na articulação do setor em todos os elos da cadeia. Leia mais:
>> ABPA articula setor de proteína animal para garantir fluxo de produção e oferta de alimentos
"A ABPA também tem apoiado o Ministério da Agricultura nos esforços para a manutenção na produção, assim como no fluxo regular de ração para os animais nas unidades produtoras", diz um comunicado da associação.
No início do dia, o pesquisador do Cepea, Lucílio Alves, deu entrevista ao Notícias Agrícolas destacando as inúmeras incertezas que chegaram ao mercado do milho neste momento de crise causada pela pandemia do coronavírus.
Entre as incertezas que começam a ser observadas pelos participantes do mercado do milho estão aquelas ligadas ao cenário macroeconômico e os efeitos que são sentidos nas transações de mercadorias entre países e regiões que afetam todos os elos da cadeia produtiva, das carnes ao mercado de grão como um todo.
Entenda:
O mercado esteve atento ainda às especulações sobre uma possível paralisação das operações no porto de Santos, porém, o terminal segue funcionando normalmente, sem atrasos ou restrições até o momento.
>> Operações seguem normais no porto de Santos e medidas preventivas são adotadas, diz Ministério
BOLSA DE CHICAGO
Na Bolsa de Chicago, segue a pressão da aversão ao risco e a corrida dos investidores deixando ativos mais sensíveis para outros mais seguros, como o dólar, por exemplo. Os futuros do cereal encerraram o dia com perdas entre 4,75 e 8,75 pontos, levando o maio a US$ 3,35 e o setembro a US$ 3,48 por bushel.
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