Estoque final de milho inferior a 1 milhão de toneladas? É uma possibilidade.
Pelas novas estimativas divulgadas nesta semana, a CONAB prevê que a safra de milho 2019/20, embora ainda superior a 100 milhões de toneladas, será perto de meio por cento inferior ao previsto em fevereiro último e somente 0,03% superior aos 100,046 milhões de toneladas da safra passado.
O suprimento total (considerado um estoque inicial de 11,4 milhões de toneladas e importações de 1 milhão de toneladas) pode aproximar-se dos 112,5 milhões de toneladas, 4,5% a menos que o estimado para o ano passado, ocasião que o suprimento total atingiu volume recorde – pouco mais de 117,8 milhões de toneladas.
Apesar desse recorde, no entanto, o estoque final retrocedeu ao segundo menor nível dos últimos seis anos. Porque, frente a um aumento de 17% no suprimento e de uma expansão no consumo interno pouco superior a 7%, as exportações do grão aumentaram perto de 75%, ultrapassando os 41 milhões de toneladas, volume que, por sua vez, representou mais de 40% da produção total do ano.
Para 2020, a CONAB vem prevendo expansão em torno de 8% no consumo e uma queda de 17% nas exportações. Mesmo assim, o estoque final apontado ficará restrito ao menor volume dos últimos sete anos: pouco mais de 8 milhões de toneladas, menos da metade do estoque final da safra 2017/18.
Isto – ressalte-se – se as exportações apresentarem o recuo previsto. Porque, mantido o volume exportado no ano passado, corre-se o risco de chegarmos ao final de 2020 com um estoque final de milho inferior ao milhão de toneladas.
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