Milho se mantém firme no interior e portos do Brasil diante de oferta ainda limitada

Mais independente do que a soja do mercado nacional, o mercado do milho no Brasil também segue forte e sustentado, mas de olho em seus fundamentos de oferta e demanda. Nesta terça-feira (10), as cotações na B3 acompanharam as baixas do dólar e recuaram nas primeiras posições.
O maio cedeu 0,52% para R$ 49,89 por saca e o julho, 0,17% para encerrar o dia com R$ 45,92. Já o novembro perdeu 0,28% para terminar os negócios com R$ 46,10.
A moeda americana cedeu mais de 1,5% e fechou o dia com R$ 4,64 nesta terça, também se ajustando após marcar um avanço de quase 3% na sessão anterior. A aversão ao risco se amenizou, o cenário externo estava mais calmo e o Banco Central interviu. O resultado foi a maior baixa em seis meses.
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Ainda assim, os portos do Brasil continuam segurando referências entre R$ 42,00 e R$ 44,00 por saca. No entanto, como explica o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, os negócios na exportação perderam um pouco de ritmo no começo deste ano.
Segundo ele, estão sendo apenas efetivados negócios antifos, de contratos firmados antecipadamente, e com os produtores focados agora nos valores praticados no interior do país e no que pagam os mercados locais. "Esses preços dos portos é o que muito mercado local está pagando", diz.
Além disso, Brandalizze lembra ainda que os estoques nacionais de milho estavam praticamente zerados, o que não se alivia muito, portanto, com cerca de 50% da safra de verão já colhida no Brasil. "E a primeira safra também sofreu com a estiagem", completa.
Mais do que isso, lembra ainda que o plantio da safrinha está em andamento e com atraso, o que também pode comprometer a oferta da segunda safra.
Bolsa de Chicago
Os preços subiram na Bolsa de Chicago nesta terça-feira, acompanhando a recuperação de todas as commodities. As cotações subiram pouco mais de 4 pontos nos principais contratos, com o maio em US$ 3,77 e o julho, US$ 3,79 por bushel.
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