Milho passa a subir na Bolsa de Chicago nesta 4ª feira e B3 acompanha ganhos

O mercado do milho na Bolsa de Chicago inverteu o sinal na tarde desta quarta-feira (12) e passa a operar com leves altas. Perto de 14h30 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 1 e 2,75 pontos nas posições mais negociadas. Assim, o março tinha US$ 3,82, o julho US$ 3,86 e o julho US$ 3,89 por bushel.
No cenário internacional, as cotações do cereal acompanham os ganhos das demais commodities agrícolas, que sobem de forma generalizada nesta quarta. Ao lado das altas boas do milho, em Chicago, o trigo sobe mais de 1%.
Além disso, os traders ainda trazem o mercado a um leve movimento de recuperação, depois de sessões consecutivas de perdas. Afinal, na CBOT, as cotações continuam sentindo uma pressão ainda da fraca demanda pelo milho americano, o que levou, inclusive, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) a reduzir suas estimativas para as vendas americanas de 45,09 para 43,82 milhões de toneladas.
B3
Na B3, os futuros do milho também operam em campo positivo e com boas altas. Os ganhos, por volta de 15h (Brasília), variavam entre 0,71% e 0,98%, com o março sendo cotado a R$ 49,53 e o setembro, R$ 41,20 por saca.
O mercado continua encontrando nos estoques muito ajustados e nas demandas - interna e para exportação - o principal pilar de suporte para as cotações. Da mesma forma, o dólar ainda bem alto frente ao real também favorece e formação dos preços.
Segundo explica o analista sênior de grãos e sementes do Rabobank, Vitor Ikeda, à Reuters, os preços do milho no Brasil alcançaram seus maiores patamares em quatro anos, superando os R$ 50,00 por saca. E isso se dá mesmo diante de uma safra nacional que deverá superar as 100 milhões de toneladas - entre verão e safrinha - nesta temporada.
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