Governo publica MP que endurece regras do frete e amplia proteção a caminhoneiros
![]()
19 Mar (Reuters) - O governo federal editou nesta quinta-feira medida provisória que torna mais rígidas as regras do frete e amplia proteção a caminhoneiros, categoria que vinha sinalizando possibilidade de greves em meio a insatisfações com a alta do preço do diesel decorrente dos conflitos no Oriente Médio.
Publicada em edição extra do Diário Oficial, a MP reforça as regras para o cumprimento do piso mínimo do frete no transporte rodoviário de cargas e eleva as multas para contratantes que descumprirem o piso, que podem variar entre R$1 milhão e R$10 milhões por operação. Também estabelece a obrigatoriedade do registro de todas as operações de frete, permitindo à Agência Nacional de Transportes Terrestres identificar e bloquear operações realizadas abaixo do valor legal.
"Com as novas regras, o governo busca assegurar condições mais justas para os caminhoneiros, combater práticas abusivas no setor e dar maior efetividade à política de preços mínimos do frete rodoviário", afirmou a Casa Civil em nota.
No caso de descumprimento das regras, empresas transportadoras poderão sofrer suspensão cautelar ou, em caso de reincidência, ter cancelada a autorização para atuar no setor por até dois anos.
Na quarta-feira, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou uma ofensiva em várias frentes para evitar uma greve de caminhoneiros e seus consequentes custos políticos e econômicos em um ano eleitoral, anunciando o endurecimento da fiscalização do cumprimento do frete mínimo e uma investida junto a Estados na tentativa de reduzir o ICMS sobre combustíveis.
Em outra investida para tentar evitar uma greve dos caminhoneiros, o Ministério da Fazenda propôs aos secretários estaduais de Fazenda o corte temporário do ICMS, um imposto estadual, sobre a importação de diesel em troca de o governo federal arcar com 50% do custo fiscal da medida para os governos regionais.
Segundo o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, o corte do ICMS seria temporário, com prazo inicial até 31 de maio, para que governo federal e Estados possam seguir avaliando os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre os preços internacionais do petróleo. Durigan disse ainda que os governadores analisarão a proposta e o tema voltará a ser debatido em nova reunião no dia 27 de março.
(Reportagem de Roberto Samora e Maria Carolina Marcello)
0 comentário
Estreito de Ormuz permanecerá fechado a menos que EUA atendam às condições do Irã, diz autoridade iraniana
Nível de rios na região Norte está recuando de forma preocupante, alerta diretor da Aneel
Vetos à Lei do Frete ampliam custos, burocracia e insegurança jurídica para o setor produtivo
Tráfego marítimo no Golfo Pérsico diminui após houthis afirmarem ter atacado petroleiro saudita
Dois superpetroleiros saem do Estreito de Ormuz, tráfego continua escasso
Navegação no porto de Santos volta ao normal após suspensão por vendaval