Longas filas em Miritituba são por credenciamento em terminais; motoristas de Sinop e região relatam ‘descaso’
A concessionária responsável pela operação da BR-230, a Via Brasil, esclareceu que as longas filas de caminhões na região do porto de Miritituba, no Pará, são resultado do processo de credenciamento, chamada e agendamento para o recebimento de veículos nos terminais portuários locais. Centenas de carreteiros, que carregam (e descarregam em Sinop e região), além de usuários da via no Pará e Mato Grosso, estão nas filas. Só Notícias recebeu reclamações de motoristas nos últimos dias, que relataram enormes filas com vários quilômetros. Um caminhoneiro, de Sinop, relatou que ficou por 3 dias na fila e avaliou como “descaso” das transportadoras, ao ficarem sem poder tomar banho e sem comida.
De acordo com a concessionária responsável, a via foi dimensionada, construída e equipada para suportar o intenso fluxo diário de veículos pesados, contando inclusive com estrutura de atendimento médico e mecânico ao longo do trecho concedido. No entanto, a concentração de caminhões aguardando autorização para acessar os terminais acaba provocando retenções na rodovia.
Diante da situação, segundo a empresa, está sendo reforçada a sinalização nos pontos finais das filas e orientando os motoristas por meio dos painéis de mensagens variáveis instalados ao longo da rodovia. O objetivo é alertar os condutores sobre as condições do tráfego e reduzir riscos de acidentes. Também foi informado que a Polícia Rodoviária Federal está atuando no controle do tráfego da região. O monitoramento é realizado por meio do Centro de Controle de Operações e de câmeras de CFTV, “visando garantir a segurança dos usuários e coibir práticas irregulares, como o uso da contramão por caminhões”.
A Via Brasil informou por último que está investindo cerca de R$ 80 milhões na construção de um novo acesso às Estações de Transbordo de Carga. “A obra tem como objetivo reduzir os impactos do fluxo logístico na rodovia e melhorar as condições de tráfego na região”, concluiu.
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