Porto de Santos planeja atrair navios maiores para commodities aprofundando calado
![]()
Por Ana Mano
SANTOS (Reuters) - A Autoridade Portuária de Santos, que administra o maior porto do Hemisfério Sul, afirmou que o calado do porto será aprofundado para atrair navios maiores nos próximos anos.
Falando na sede da Associação Comercial de Santos, Beto Mendes, diretor de operações portuárias, disse nesta quinta-feira que o plano é aprofundar o calado para 16 metros e depois para 17 metros, potencialmente até 2031.
Atrair navios maiores permitiria ao Brasil fortalecer os laços comerciais com parceiros comerciais como a China, que atualmente está envolvida em uma guerra comercial com os Estados Unidos.
"Precisamos estar preparados", disse Mendes durante uma apresentação.
"Os volumes de embarque aumentarão em Santos como resultado das novas políticas comerciais do presidente Donald Trump."
Santos embarcou 179,8 milhões de toneladas de produtos no ano passado, um recorde.
Durante o evento, Mendes disse que esse volume deve aumentar para cerca de 188 milhões de toneladas em 2025, uma estimativa que não leva em conta o crescimento potencial do comércio decorrente da guerra comercial global.
"Não há cálculo em relação a isso", disse Mendes à Reuters, acrescentando que os EUA têm mudado suas políticas tarifárias com muita frequência para fazer projeções.
Mendes disse que aproximadamente 60% de tudo o que é embarcado em Santos são commodities agrícolas, como soja, café, açúcar, milho, algodão e celulose.
O porto de Santos lida com todos os tipos de cargas, operando de forma semelhante aos portos europeus, disse ele. Santos abriga 58 terminais e tem 16 quilômetros de cais de atracação com 62 berços, observou Mendes.
Todos os terminais de Santos são operados por empresas privadas.
(Reportagem de Ana Mano)
0 comentário
Estreito de Ormuz permanecerá fechado a menos que EUA atendam às condições do Irã, diz autoridade iraniana
Nível de rios na região Norte está recuando de forma preocupante, alerta diretor da Aneel
Vetos à Lei do Frete ampliam custos, burocracia e insegurança jurídica para o setor produtivo
Tráfego marítimo no Golfo Pérsico diminui após houthis afirmarem ter atacado petroleiro saudita
Dois superpetroleiros saem do Estreito de Ormuz, tráfego continua escasso
Navegação no porto de Santos volta ao normal após suspensão por vendaval