Empresa traz para o Brasil 1.800 contêineres para transporte de carnes e frutas
O congestionamento de contêineres nos portos chineses, no começo de 2020, levou a uma escassez desses equipamentos no país para a exportação de produtos, como as carnes. Para compensar o problema, a Maersk, a maior empresa de logística integrada de contêineres do mundo, está trazendo 1.800 contêineres refrigerados vazios de 40 pés da Ásia.
Os contêineres serão distribuídos de acordo com a demanda dos clientes para ajuda-los a manter seus produtos em movimento. Após o congestionamento nos principais portos da China entre fevereiro e março, os contêineres refrigerados são escassos no Brasil. Eles estavam sendo usados como unidades de refrigeração para proteger as mercadorias brasileiras enviadas para a Ásia no primeiro trimestre durante a quarentena da China. No atual cenário, segundo a empresa, a logística reversa provou ser uma questão importante para o setor global de armadores.
“Essa é uma situação desafiadora para todo o setor marítimo, mas agora a Maersk possui contêineres refrigerados suficientes para ajudar os clientes a manter seus produtos em movimento durante a colheita de frutas e apoiar a demanda robusta da Ásia e do Oriente Médio de proteína brasileira”, diz Roberto Rodrigues, diretor administrativo da Maersk Costa Leste da América do Sul. A Maersk é o maior provedor de logística de contêineres refrigerados do mundo.
Desde fevereiro, a Maersk desenvolveu uma série de soluções para os clientes para lidar com o atual cenário comercial desafiador. Eles incluem o fornecimento de rotas marítimas e terrestres alternativas, terminais, depósito para cargas refrigeradas na China, armazenamento, serviços extras de caminhões, suporte a serviços ferroviários e alertas diários, atualizando diariamente os clientes com boletins em todo o mundo sobre como manter suas mercadorias em movimento.
Em março, a Maersk também teve um aumento em sua oferta digital, com mais clientes fazendo pedidos online e usando o app da companhia para rastrear sua carga no exterior. Além disso, a empresa lançou um trem intercontinental que conecta a Europa à Ásia, atravessando mais da metade do planeta, ajudando produtores brasileiros a transportar mercadorias da China via Roterdã e depois pelo Porto de São Petersburgo na Rússia.
“Continuaremos buscando formas de ajudar empresas, indústrias e produtores brasileiros a lidar com o atual cenário desafiador e a manter seus produtos em movimento," diz Rodrigues. "Com o real atingindo o valor mais baixo de todos os tempos e a alta do consumo de produtos frescos na Europa, EUA e Ásia, as exportações permanecem fortes", acrescenta ele.
Os contêineres serão amplamente distribuídos no Brasil, mas também atenderão a clientes de frutas e proteínas na Argentina.
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