Citros/Cepea: Mercado de mesa tem ritmo lento; preços da tahiti e da poncã reagem
Agosto tem sido marcado pelo ritmo mais lento no mercado de frutas de mesa, condição que, aliada à ampliação gradual da oferta de laranja pera, continua pressionando as cotações. O ciclo das variedades precoces está próximo do final, enquanto a participação da laranja pera (meia-estação) começa a ser mais consistente entre as entregas de frutas tanto para a indústria quando no mercado de mesa.
Agentes consultados pelo Hortifrúti/Cepea relatam que o ritmo de negócios segue fraco, reforçando a pressão sobre as cotações da laranja pera de mesa na árvore. De 17 a 21 de agosto, a fruta foi negociada a R$ 31,19/cx de 40,8 kg, em média, recuo de 0,11% frente à semana anterior. Enquanto em agosto de 2025, a pera de mesa era negociada em torno de R$ 57,00/cx.
O ciclo da tangerina poncã está no fim, com o volume disponível já bastante reduzido, condição que sustenta as cotações em patamares elevados. A lima ácida tahiti, por sua vez, está em entressafra, com oferta limitada há várias semanas. A expectativa é de que a disponibilidade das duas frutas permaneça restrita até setembro, e, mesmo assim, o volume não deve ser expressivo no próximo mês.
No mercado da semana, de 17 a 21 de agosto, para as laranjas de variedade precoce, a westin teve preço médio de R$ 22,00/caixa de 40,8 kg, se mantendo estáveis; já a hamlin foi negociada por R$ 28,60/caixa, elevação de 14,40%. A laranja lima foi negociada por R$ 54,28/cx, avanço de 2,38% de 17 a 21 de agosto. Para a lima ácida tahiti, a média semanal foi de R$ 102,26/cx de 27,2 kg, elevação de 2,86%. No mercado de exportação, o valor da lima ácida tahiti avançou 4,70% nesta semana, para R$ 112,41/cx de 27,2 kg. Já a tangerina poncã, foi negociada por R$ 91,12/cx de 27,2 kg, com alta de 3,30% no mesmo comparativo.
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