A biotecnologia e o desafio no controle de plantas daninhas
Por Pedro Jacob Christoffoleti*
O objetivo da agricultura moderna é produzir mais por menos, preservando os sistemas produtivos nos aspectos ambiental e econômico. Para chegar a esse resultado, é essencial que as tecnologias estejam pautadas em genética avançada, melhoria da eficácia do uso de recursos ambientais e manejo inteligente dos fatores redutores de produtividade.
O princípio do manejo inteligente é um grande desafio, pois mesmo com os atuais métodos de controle, as perdas de produtividade são ainda significativas. Estima-se que as pragas reduzem, em média, 18% da produção agrícola mundial, as doenças de plantas em torno de 16% e as plantas daninhas provoquem 34% de redução da produção. O meio para encontrarmos tecnologias que reduzam estes índices de perdas é a integração de conhecimentos da química de controle com a biologia de plantas. E é neste processo que se encaixa a biotecnologia.
Neste contexto, a Intacta 2 Xtend traz dentro de seu pacote de benefícios, a tolerância ao herbicida Xtendicam (dicamba), que tem como principal foco, o controle de plantas daninhas de folhas largas, principalmente as espécies de que desenvolveram resistências a herbicidas comumente utilizados em soja. O Xtendicam, como qualquer outro produto, tem recomendações específicas que devem ser seguidas para garantir a eficácia e a segurança da aplicação.
Dentre os aspectos que requerem atenção no uso do herbicida, destacam-se as possíveis movimentações para culturas vizinhas suscetíveis e a limpeza de tanque do pulverizador e equipamentos após o uso. Para evitar desvios, avanços na química de formulações de baixa volatilidade e uso adequado da tecnologia de aplicação no campo devem ser implementados. Para isso, é essencial treinar aplicadores e pessoas envolvidas na recomendação do herbicida.
O que podemos observar até o momento é que a tecnologia, aliada às boas práticas agrícolas, pode e vai ajudar o agricultor a aumentar a produtividade, conseguir manejar os desafios de controlar os fatores redutores de produtividade da lavoura e ajudar na longevidade das biotecnologias.
* Pedro Christoffoleti é professor associado da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiros (Esalq/ USP).
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