Exportações de frutas aceleram em agosto e receita média diária sobe 25,6%, aponta Secex
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As exportações brasileiras de frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas mantiveram ritmo superior ao do ano passado na segunda semana de agosto. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), considerando 10 dias úteis de agosto de 2026 contra 21 dias úteis no mesmo período de 2025, mostram que a receita média diária alcançou US$ 4,41 milhões, alta de 25,6% na comparação anual.
O volume embarcado também apresenta crescimento quando considerada a média diária. Foram 3.073 toneladas por dia, contra 3.233 toneladas no mesmo período de agosto de 2025, o que representa uma queda de 4,9%.
Apesar da retração no ritmo dos embarques, o preço médio das frutas exportadas segue significativamente acima do observado há um ano. O valor chegou a US$ 1.436,40 por tonelada, contra US$ 1.087/t em agosto de 2025, avanço de 32,1%.
Preço maior sustenta receita
O comportamento dos preços continua sendo o principal fator de sustentação da receita das exportações brasileiras de frutas neste início de agosto. Enquanto o volume médio diário recua 4,9%, o valor médio obtido por tonelada está 32,1% maior.
Na prática, a valorização dos produtos enviados ao mercado externo mais do que compensa a redução no ritmo dos embarques e permite que a receita média diária permaneça 25,6% acima da registrada no mesmo período do ano passado.
Até a segunda semana de agosto, as exportações somam US$ 44,14 milhões, contra US$ 73,80 milhões no período correspondente de 2025. Em volume, são 30,73 mil toneladas, ante 67,89 mil toneladas.
A comparação dos acumulados, porém, deve considerar a diferença no número de dias úteis contabilizados em cada período. Por isso, a média diária mostra de forma mais adequada o comportamento das exportações neste momento.
Ritmo ainda acima do início do mês
Os novos números também mostram uma mudança em relação ao primeiro reporte de agosto. Na primeira parcial, a média diária de exportações estava em 3.304,6 toneladas, com receita média de US$ 4,85 milhões e preço de US$ 1.469 por tonelada.
Na atualização até a segunda semana, o volume médio diário passou para 3.073 toneladas, enquanto a receita diária ficou em US$ 4,41 milhões e o preço médio recuou para US$ 1.436,40 por tonelada.
Mesmo com essa acomodação em relação aos primeiros dias do mês, o desempenho continua mostrando receita diária e preço médio bastante superiores aos registrados em agosto de 2025, enquanto o volume permanece próximo do ritmo observado há um ano.
O cenário mantém o mercado externo como importante destino para a produção brasileira de frutas, com a valorização dos preços ajudando a sustentar o faturamento dos exportadores mesmo diante de um ritmo de embarques ligeiramente menor.
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