Banana/Cepea: Preços não seguem o mesmo caminho para cada variedade no norte de Minas
Nesta semana (27 a 31/07), os preços da banana nanica permaneceram, enquanto os da prata registraram aumento no Norte de Minas Gerais. Segundo colaboradores do Hortifrúti/Cepea, a oferta de banana nanica segue restrita nos municípios produtores do Norte de Minas. Nas três semanas anteriores, as cotações da variedade avançaram, impulsionadas pelo aumento dos carregamentos realizados por atacadistas do Sudeste, dado que o Norte de Santa Catarina e Vale do Ribeira (SP) enfrentavam dificuldades para escoar a própria produção em razão da qualidade reduzida dos frutos e da aparência abaixo do padrão comercial. Entretanto, o cenário se alterou nesta semana. Como o Norte de Santa Catarina intensificou os embarques internacionais de nanica para a Argentina, o Vale do Ribeira passou a suprir a demanda do mercado catarinense. Como consequência, os carregamentos provenientes do Norte de Minas perderam força, reduzindo a procura pela fruta da região e mantendo a estabilidade no período.
Por outro lado, as cotações da banana prata acumulam alta pela segunda semana consecutiva. O movimento é sustentado pela oferta ainda restrita, conforme previsto pelo calendário produtivo - um aumento é esperado a partir de meados de agosto - e pela maior demanda de compradores, já que no Norte de Santa Catarina e do Vale do Ribeira (SP), as baixas temperaturas continuam prejudicando a coloração da casca e o calibre dos cachos, o que reduz a atratividade da banana prata para o mercado e direciona parte da demanda ao Norte de Minas. Sendo assim, a banana nanica de primeira qualidade no norte mineiro foi comercializada em torno de R$ 2,60/kg; enquanto a prata de idêntico perfil comercial foi vendida na média de R$ 2,97/kg, valor 14% frente ao período anterior. Para a próxima semana, espera-se alta dos valores de ambas as variedades, impulsionada pela chegada do quinto dia útil do mês, período tradicionalmente marcado pelo pagamento dos salários, que tende a aquecer o consumo. Além disso, a expectativa é de manutenção do cenário observado no Norte de Santa Catarina e no Vale do Ribeira (SP), onde a oferta seguirá restrita e a qualidade das frutas continuará comprometida, favorecendo a demanda pelas bananas produzidas no Norte de Minas
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