Legumes sobem 14,3% no Sudeste e lideram alta dos alimentos em maio, aponta estudo

Novo levantamento da Neogrid mostra impacto do frio na produção agrícola e revela queda no preço de ovos, café e carne suína no mês
Publicado em 26/06/2026 10:59

A chegada das temperaturas mais baixas muda a sazonalidade da produção agrícola e contribui para a alta dos preços das hortaliças, que lideraram as elevações dos alimentos em maio, pressionando o bolso do consumidor em todo o país. Segundo o estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, realizado pela Neogrid, ecossistema de tecnologia e inteligência de dados que desenvolve soluções para a gestão da cadeia de consumo, a categoria de legumes avançou 15,1% em relação a abril.

O preço médio da categoria passou de R$ 6,89 para R$ 7,93 no período, com altas registradas em todas as regiões do Brasil. Segundo Marcelo Alves, gerente Executivo de Dados da Neogrid, o movimento está diretamente relacionado às condições de oferta e ao clima: “As categorias mais pressionadas em maio são justamente aquelas mais sensíveis à oferta e às condições climáticas. Em épocas mais frias, a produtividade e o ritmo de maturação de alguns produtos podem ser afetados, diminuindo a disponibilidade e elevando os preços ao consumidor”, afirma.

“O cenário também chama atenção para a importância do abastecimento inteligente em períodos de maior volatilidade. Em categorias sensíveis ao clima, como hortifrútis, a combinação entre previsibilidade de demanda e maior visibilidade dos estoques contribui para decisões de reposição mais assertivas, reduzindo rupturas e desperdícios ao longo da cadeia de consumo.”, completa Alves.

Entre os demais itens analisados pela Neogrid, o leite em pó contabilizou alta de 9%, com o preço médio variando de R$ 40,47 para R$ 44,10. O feijão aumentou 5%, ao passo que o molho de tomate e a água mineral tiveram elevações de 3,3% e 3,5%, respectivamente.

Na direção oposta, algumas categorias trouxeram alívio ao consumidor. Os ovos recuaram 6,5%, com o preço da unidade encolhendo de R$ 0,97 para R$ 0,90. As massas alimentícias secas caíram 3%, enquanto o café em pó e em grãos retraiu 2,5%. Também houve queda na carne suína (-1,4%), no açúcar (-1,1%) e no óleo de soja (-0,9%), sendo este último o único item com redução de preços em todas as regiões do país.

Pressão acumulada no ano

No acumulado entre dezembro de 2025 e maio de 2026, os legumes continuam liderando as maiores altas do varejo alimentar, com valorização de 44,2%, saindo de R$ 5,50 para R$ 7,93. Em seguida aparecem feijão (26,5%), leite UHT (23,9%), carne bovina (6%) e ovos (6%).

“Para os próximos meses, seguimos monitorando o comportamento do clima, especialmente diante das projeções relacionadas ao El Niño. Caso o fenômeno se consolide, alterações no regime de chuvas e nas temperaturas podem gerar novos impactos para a produção agrícola e ampliar a volatilidade em categorias como hortifruti e lácteos, o que exigirá uma cadeia de consumo mais abastecida e preparada para eventualidades”, acrescenta Alves.

Variações de preços em maio de 2026 no Sudeste

Na região Sudeste, as categorias que apresentaram maior elevação de preço foram legumes (14,3%), feijão (6,3%), farinha de mandioca (4,5%), leite em pó (2,9%) e molho de tomate (2,7%). Em contrapartida, os principais recuos foram observados nos ovos (-7,8%), massas alimentícias secas (-2,9%), café em pó e em grãos (-2,7%), óleo de soja (-2,7%) e leite UHT (-2,6%).

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Fonte:
Neogrid

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