MELÃO/CEPEA: Exportações recuam novamente em maio, durante o andamento da entressafra
As exportações brasileiras de melão caíram novamente em maio de 2026, movimento já esperado. Comparando-se com abril, de acordo com o Comex Stat, o volume embarcado reduziu 47%, alcançando 6 mil toneladas, assim como a receita, que recuou 48%, resultando em U$ 4,6 milhões (FOB). Os principais destinos da fruta foram: Reino Unido (40,28% do volume total), Países Baixos (39,91%) e Espanha (9,41%). A queda de volume deve-se principalmente ao período da entressafra no Rio Grande do Norte/Ceará, junto a safra espanhola em vigor, que apresenta resultados satisfatórios até o momento. Segundo colaboradores do Hortifrúti/Cepea, com a maior disponibilidade de frutas da Espanha para abastecer o mercado europeu contribuiu para a redução de pedidos no mês de maio, já que a atratividade é meio com relação aos custos de envio da mercadoria. Além disso, alguns produtores relataram a incidência de bactéria acidovorax durante a entressafra, responsável pela mancha-aquosa nos frutos, que causam manchas marrons nas frutas, o que impossibilita os envios para o exterior, por não atenderem o padrão para exportação. A incidência dessa doença se elevou com as chuvas volumosas registradas desde meados de março, porém com a redução dos índices pluviométricos desde meados de maio, a tendência é de facilitar os manejos para o controle do problema.
Comparando os resultados obtidos de maio/26 em relação ao mesmo mês do ano anterior, a quantidade exportada reduziu 36%, junto à receita, que foi 35% menor. Pelo menos até julho, os embarques, se tiverem incremento, deve ser em pequenas proporções, porém com o início dos plantios para a safra 2026/27 no Rio Grande do Norte/Ceará, o volume da região deve aumentar gradativamente, apresentando maior volume a partir do final de julho/início de agosto. Há uma preocupação diante do possível aumento nos custos de frete e insumos necessários para cultivo como defensivos e mantas devido ao conflito no Oriente Médio, fator que poderá limitar as exportações e área cultivada da próxima campanha.
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