Preços da mandioca devem permanecer em alta
A conjuntura de novembro da raiz da mandioca, realizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), indica a permanência do movimento de alta nos preços da cultura, em todas as regiões produtoras. De acordo com a análise, os motivos que explicam este cenário têm se repetido durante toda a safra atual: baixa disponibilidade de raízes para comercialização devido ao pouco rendimento e produtividade das lavouras e os problemas climáticos, que dificultam a produção e a colheita, principalmente.
Em novembro, o aumento de preços teve destaque na Bahia, onde o valor da raiz subiu 32,7% em relação a outubro. Já a farinha apresentou uma alta de mais de 20%. Isso vem sendo causado por questões que envolvem escassez e excesso de chuvas na principal região produtora da cultura no estado. Nas demais unidades produtoras da federação, os aumentos de preços também foram significativos, principalmente, no Pará e em São Paulo.
A conjuntura da Conab é realizada mensalmente e tem o objetivo de coletar e fornecer informações e análises de sobrepreços internos e externos, exportações, preços de paridade de importação, dentre outras variáveis importantes.
Por meio desta iniciativa, a Conab também realiza análises de caráter macroeconômico e estudos mais específicos, como os que são voltados a produtos agrícolas, hortigranjeiros, pecuários, da sociobiodiversidade, e que compõem a pauta da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) e da Política de Garantia de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade (PGPM-Bio). A mandioca é um produto que integra a PGPM e a Conab acompanha o mercado desta cultura e derivados (farinha, fécula, goma).
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