Hortifruti/Cepea: Estudo inédito traz um diagnóstico completo da cadeia de tomate de mesa nacional
A Hortifruti Brasil/Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com o Ibrahort/CNTM (Instituto Brasileiro de Horticultura/Comissão Nacional do Tomate de Mesa), mapeou a produção de tomate de mesa, traçou o perfil do consumidor brasileiro do fruto e dimensionou essa cadeia de comercialização no País. O estudo se iniciou em março de 2020 e foi concluído em junho de 2021.
O tomate é o protagonista em termos de produção e consumo de vegetais no Brasil – excetuando-se os tubérculos. É o mais consumido, e o estudo revelou em entrevista com representantes de supermercados que ele é o grande atrativo em termos de perecíveis na seção de FLV.
No entanto, são muitos os desafios para que o tomate mantenha esse protagonismo. As vendas têm recuado ano a ano, assim como o consumo por habitante. A área cultivada com tomate de mesa também tem diminuído e muitos produtores saíram da atividade na última década. Mesmo com o aumento da tecnologia, que elevou a produtividade, o volume ofertado nos últimos anos foi menor que o de 2011 – a análise da Hortifruti/Cepea considera levantamentos de área feitos pela própria equipe desde 2008. Para 2021, é esperada a menor área cultivada com tomate de mesa de toda a série Hortifruti/Cepea.
Diante desse diagnóstico, os desafios da cadeia são manter o tomate “importante” perante o consumidor e, ao mesmo tempo, garantir renda ao produtor desse fruto. Para dar conta deste desafio, a equipe Hortifruti/Cepea defende que sejam analisados os agentes e suas práticas, segundo a modalidade de comercialização que têm praticado – o estudo identificou quatro modalidades. Em outras palavras, o diagnóstico da Hortifruti/Cepea mostra que: quem quer entender a cadeia do tomate de mesa precisa conhecer bem as características das transações que ocorrem entre produtores, intermediários, atacadistas e varejistas antes de definir estratégias/ações em prol do desenvolvimento do setor como um todo.
O avanço da cadeia só será possível se for levado em conta que cada forma de comercialização tem suas especificidades, e que ações, ainda que distintas, devem ser coordenadas entre si no sentido de que, paulatinamente, toda a cadeia avance em qualidade do produto e nas relações com o ambiente e com as pessoas envolvidas.
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