Uva: oferta nacional pode seguir baixa em julho
A disponibilidade de uvas do Vale do São Francisco (PE/BA) está baixa no mercado interno desde o início do ano, devido a problemas causados por chuvas (que reduziram a produtividade) e também ao bom ritmo das exportações. Esse cenário vem favorecendo os preços domésticos da fruta. Na parcial de junho (1º a 19/06), a média da branca sem sementes era 28% superior aos valores registrados em junho de 2019. Segundo colaboradores do Hortifruti/Cepea, a previsão é de que a oferta continue baixa pelo menos até o final de julho, ainda por conta de problemas de qualidade causados pelas precipitações nos primeiros meses do ano. Já a partir de agosto, as uvas locais devem apresentar maior qualidade, visto que a umidade nos parreirais deve ser menor. Assim, o volume colhido deve aumentar gradualmente até atingir o pico de produção, a partir da primeira quinzena de setembro. Vale mencionar que a janela de exportação do segundo semestre geralmente se inicia em setembro, e, diante do dólar valorizado frente ao Real, espera-se que bons volumes sejam enviados ao exterior. No entanto, a concorrência com as uvas da Grécia pode ser acirrada, visto que a redução no número de turistas no país, devido à pandemia do novo coronavírus, tende a aumentar a inserção de uvas gregas em outros destinos europeus.
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