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Câmara Setorial reúne cadeia do amendoim e debate os rumos para a próxima safra

Encontro realizado na Feira Nacional do Amendoim discutiu cenário econômico, impactos climáticos e ações para fortalecer a atividade
Publicado em 24/08/2026 11:17

Os desafios da cultura do amendoim e os caminhos para a safra 2026/2027 estiveram no centro da reunião da Câmara Setorial do Amendoim do Estado de São Paulo, realizada em 14 de agosto, durante a 8ª Feira Nacional do Amendoim e o 23º Encontro sobre a Cultura, em Jaboticabal/SP. 

Conduzida pelo presidente da Câmara Setorial, José Antonio de Souza Rossato Junior, a reunião contou com representantes dos diferentes segmentos. A programação abordou desde os impactos climáticos na região até a restrição de crédito, o aumento dos custos de produção e a baixa remuneração da matéria-prima. “É um momento delicado e de muita apreensão acerca da situação financeira e de alavancagem do setor, bem como da exposição de risco adicional nesse próximo cultivo sob forte El Niño”, afirmou Rossato.

Ao longo de três safras, os problemas foram se acumulando, e o episódio climático mais recente, registrado em 24 de julho deste ano, atingiu municípios como Guariba/SP e Taquaritinga/SP e provocou fortes prejuízos. Outras culturas conduzidas por produtores ligados à atividade, além de estruturas de recepção, processamento e armazenagem, foram afetadas.

Nesse cenário, a Câmara tem trabalhado na identificação das necessidades dos segmentos para definir os encaminhamentos necessários. “Este é o papel da Câmara Setorial, o de ser um coordenador organizado e uma ouvidoria do próprio setor, levando demandas para os entes públicos e em prol de políticas públicas que possam se converter em oportunidades de desenvolvimento e atenuar os nossos desafios.”

As discussões ressaltaram ainda a importância de manter o diálogo e buscar soluções conjuntas. “São oportunidades como a Feira Nacional do Amendoim, em que o setor, em especial o produtor de amendoim, pode se reunir, interagir e buscar diálogos para superar os desafios”, concluiu Rossato.

Exportações

No comércio exterior, o cenário combina retração e oportunidades de expansão. Segundo levantamento apresentado na reunião, as exportações de óleo de amendoim somaram 76 mil toneladas entre janeiro e julho de 2026, ante 95 mil toneladas no mesmo período do ano anterior, uma redução de 20%. Os preços médios permaneceram próximos aos registrados em 2025, em um cenário de custos de produção mais elevados. Por outro lado, dados da Associação Brasileira do Amendoim (Abex-Br) indicam que as exportações do grão alcançaram 188 mil toneladas no mesmo período, volume 26% superior ao registrado nos primeiros sete meses de 2025.

Os números reforçam a importância do mercado internacional para a atividade e a necessidade de ampliar e diversificar destinos. Nesse contexto, a Abex-Br e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) assinaram, durante a Feira, o convênio Brazilian Peanuts, projeto voltado à promoção das exportações, à preparação de empresas para o mercado internacional e à diversificação dos destinos do produto brasileiro, incluindo grão, óleo e farelo.

Articulação e representação

Na reunião, a estruturação da Câmara Setorial Nacional foi apontada como mais um espaço para encaminhar demandas da atividade aos governos e ampliar sua representação. 

Já a Cadeia Produtiva Local do Amendoim (CPL) de Jaboticabal apresentou informações sobre sua estrutura na região e a possibilidade de captação de recursos públicos para ações voltadas à cultura. Entre as prioridades está a geração de dados sobre a atividade.

Os grupos técnicos, por sua vez, atualizaram as ações em áreas estratégicas para a competitividade, como sementes, fitossanidade, comunicação, qualidade e segurança de alimentos, óleo e farelo e sustentabilidade.

Ao reunir representantes da produção, indústria, pesquisa, mercado e poder público, a Câmara Setorial reforçou seu papel como espaço permanente de articulação, especialmente em um momento em que questões econômicas, climáticas e regulatórias exigem respostas cada vez mais coordenadas.

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Fonte:
Câmara Setorial do Amendoim do Es

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