Deral aponta que alta umidade prejudica lavouras em partes do Paraná
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O Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Paraná divulgou seu relatório semanal trazendo as condições de tempo e cultivo para as principais culturas do estado.
As atividades de colheita dos cultivos de segunda safra estão avançando no estado, com o feijão chegando a 99%, a batata a 90% e o milho chegando em 16% dos trabalhos.
“A safra de feijão caminha para as etapas finais, com os trabalhos de colheita sendo finalizados nas últimas áreas remanescentes sob um panorama desfavorável, registrando quebras de produtividade e baixa qualidade comercial dos grãos em função do excesso de umidade ocorrido durante o período de maturação”, detalha o Deral.
“A condução da segunda safra de milho apresenta um panorama diversificado entre as regiões produtoras. Em parte do estado, o cereal se desenvolve bem, predominando em fases de frutificação e avanço para a maturação, com a colheita já iniciada em áreas pontuais dentro das expectativas de rendimento. Contudo, em outras localidades, o ritmo dos trabalhos agrícolas enfrenta sérios desafios: a alta umidade do grão e do solo tem retardado a maturação e a colheita, gerando filas operacionais e encarecendo os custos com lenha e cavacos para secagem nas unidades receptoras. Adicionalmente, intempéries climáticas como geadas recentes e queda localizada de granizo provocaram lesões foliares e intensificaram a severidade de doenças como a Diplodia, além de causarem problemas pontuais de brotamento dos grãos na própria espiga. As produtividades iniciais consolidadas começam a refletir os prejuízos acumulados desde a estiagem inicial do ciclo”, acrescenta o relatório.
Para os cultivos de inverno, é o plantio que segue avançando com o trigo tendo 99% semeado, e a cevada com 98%.
“A triticultura avança no estado englobando desde as etapas finais de semeadura até fases reprodutivas. Grande parte das lavouras apresenta bom estado vegetativo e evolução normal, com áreas progredindo para o florescimento e início de frutificação. No entanto, a persistência de períodos chuvosos em certas regiões trouxe desafios fitossanitários, elevando a incidência de doenças foliares e dificultando a entrada de maquinários para a realização adequada de manejos preventivos, além de causar acamamento localizado em plantas jovens. Diante do atraso no cronograma de plantio e do receio de que o alongamento do ciclo atole os preparativos para a próxima safra de verão, alguns produtores optaram pela desistência do cultivo nesta temporada. Paralelamente, em áreas de tempo firme, realizam-se com sucesso os tratos culturais e trabalhos de calagem e correção do solo”, diz o Departamento.
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