Chuvas no Paraná limitam colheita do milho e aumentam risco de doenças no trigo
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O Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Paraná divulgou seu relatório semanal trazendo as condições de tempo e cultivo para as principais culturas do estado.
As atividades de colheita dos cultivos de segunda safra estão avançando no estado, com o feijão chegando a 95%, a batata a 82% e o milho chegando em 5% dos trabalhos.
“A colheita do feijão de 2ª safra encontra-se em fase final na maior parte das regiões, com poucas áreas remanescentes. A produtividade e a qualidade foram impactadas negativamente por condições climáticas adversas, como excesso de umidade e ocorrência de geadas, que intensificaram perdas qualitativas em algumas localidades”, detalha o Deral.
“O milho 2ª safra apresenta predominância de áreas em frutificação e maturação, com bom desenvolvimento geral favorecido pela umidade do solo. A colheita ocorre de forma lenta ou pontual, frequentemente limitada pela elevada umidade dos grãos e pelas chuvas. Há preocupação com possíveis impactos de geadas e de estiagens anteriores sobre a produtividade e a qualidade, embora, em grande parte das áreas, os danos sejam considerados limitados”, acrescenta o relatório.
Para os cultivos de inverno, é o plantio que segue avançando com o trigo tendo 96% semeado e a cevada 94%.
“O trigo apresenta bom desenvolvimento em diferentes fases, desde o vegetativo até a floração. O plantio encontra-se próximo da finalização em diversas regiões, com áreas já estabelecidas beneficiadas pelas condições climáticas. Entretanto, o excesso de umidade e a ocorrência de geadas em algumas localidades elevam o risco de doenças e podem causar impactos pontuais, especialmente em estádios mais sensíveis, exigindo intensificação do monitoramento e manejo fitossanitário”, diz o Departamento.
“O cultivo de cevada apresenta bom estabelecimento e desenvolvimento, com áreas avançando para fases reprodutivas. As condições de umidade favorecem o crescimento, mas também elevam o risco de doenças, exigindo monitoramento constante e manejo adequado”, acrescentam os técnicos.
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