Imea reduz previsão de safra de algodão de MT; mantém projeção para soja e milho
![]()
SÃO PAULO, 1 Dez (Reuters) - A safra de algodão de Mato Grosso em 2025/26 foi estimada nesta segunda-feira em 2,58 milhões de toneladas da pluma, recuo de 1,74% na comparação com a previsão de novembro, de acordo com levantamento de Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
O recuo se deve a um ajuste na área plantada para 1,43 milhão de hectares, representando redução de 7,28% em relação ao registrado na safra 2024/25.
"Como apontado nos relatórios anteriores, já existia uma previsão inicial de redução de área por parte de vários produtores, pautada pelo momento desafiador da rentabilidade da cultura, devido aos atuais patamares de preços e o custo de produção mais alto", disse o instituto ligado aos produtores.
Além disso, os desafios climáticos para a soja em algumas localidades pressionam ainda mais a definição da área de algodão, cultivado geralmente após a colheita da oleaginosa.
O Estado é o maior produtor de soja, algodão e milho do Brasil.
Para a soja, a safra foi estimada em 47,18 milhões de toneladas, estável ante previsão de novembro.
"As chuvas acumuladas durante novembro em Mato Grosso aumentaram no comparativo com outubro na maior parte do Estado, o que reduziu o estresse hídrico e favoreceu o desenvolvimento das lavouras em diversas regiões", disse o Imea, ponderando que a distribuição das precipitações continua irregular em algumas áreas.
O Imea também manteve a projeção para o milho em 51,72 milhões de toneladas.
(Por Roberto Samora)
0 comentário
Conab: Estimativa aponta para uma produção de 360,8 milhões de toneladas na safra 2025/26
Déficit de armazenagem de grãos cresce até 12 milhões de toneladas por ano no Brasil e acende alerta para o milho
Arroz/Cepea: Mercado interno segue firme; embarques recuam e importações avançam
Preparo antecipado do solo ganha peso na safra de arroz 2026/27 sob El Niño
Chuva atrasa colheita do milho e afeta desenvolvimento do trigo no Paraná
Safra 26/27 de arroz tem expectativa positiva, mas questões climáticas podem afetar produtividade em SC