Rússia fixa novas condições para acordo de grãos; sugere produtos de graça à África
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MOSCOU (Reuters) - A Rússia estabeleceu condições na segunda-feira para concordar com qualquer nova extensão do acordo de grãos do Mar Negro, e o presidente Vladimir Putin disse que Moscou poderia enviar grãos de graça para países africanos, se essas condições não fossem cumpridas.
O acordo, que permite a exportação segura de grãos dos portos ucranianos e russos do Mar Negro, foi renovado no sábado por 60 dias --metade do período pretendido-- depois que Moscou disse que qualquer extensão além de 18 de maio dependeria da remoção de algumas sanções ocidentais.
Em um comunicado publicado em seu site, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse que Moscou decidiu limitar a extensão do acordo a 60 dias, devido ao que chamou de "falta de progresso... na normalização das exportações agrícolas domésticas".
O acordo, negociado em julho passado pelas Nações Unidas e pela Turquia, foi prorrogado por mais 120 dias em novembro, prazo que expirou no sábado. Kiev e Ancara buscaram uma extensão adicional de 120 dias, mas Moscou insistiu em 60 dias.
O ministério russo disse que a renovação do acordo em maio dependeria de certas condições, incluindo a restauração do acesso ao sistema de mensagens financeiras Swift para o banco estatal russo Rosselkhozbank, voltado para a agricultura, a retomada do fornecimento de máquinas agrícolas e o desbloqueio de ativos estrangeiros e contas mantidas por empresas agrícolas russas.
Em seu comunicado, o Ministério das Relações Exteriores disse que nem a Turquia nem a Ucrânia levantaram objeções formais ao período reduzido. Um alto funcionário ucraniano disse à Reuters que Kiev se opôs ao pedido de Moscou por uma extensão de 60 dias.
As potências ocidentais atingiram a Rússia com duras sanções por suas ações na Ucrânia. Embora suas exportações de alimentos e fertilizantes não estejam sob sanções, Moscou diz que as restrições aos pagamentos, logística e seguros são uma barreira para esses embarques.
O pacto visa combater uma crise global de alimentos parcialmente alimentada pelas ações da Rússia na Ucrânia. Tanto a Rússia quanto a Ucrânia são grandes exportadores de grãos.
1 comentário
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Gilberto Rossetto Brianorte - MT
A Russia deveria enviar FERTILIZANTES com preços simbólicos para a Africa. Assim os agricultores africanos poderiam PRODUZIR e vender com preços módicos. Enviar ALIMENTOS só prejudicará ainda mais os agricultores africanos, pois não terão com vender seus produtos ou seja quebrarão e ano que vem a Africa não terá comida. Em primeiro momento essa doação parece coisa boa, mas e depois se o agricultor não produzir, quem fornecerá comida nos proximos anos? Então deem condições ao agricultor produzir mais barato, ele o fará e todos terão comida, hoje, amanha e depois.