Turquia tenta negociar acordo entre Rússia e Ucrânia para evitar crise alimentar
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Por Pavel Polityuk e Tuvan Gumrukcu
KIEV/ANKARA (Reuters) - Os esforços turcos para aliviar uma crise alimentar global negociando a passagem segura de grãos estocados nos portos do Mar Negro encontraram resistência quando a Ucrânia disse que a Rússia estava impondo condições não razoáveis, e o Kremlin afirmou que os embarques dependem do fim das sanções.
A guerra entre a Rússia e a Ucrânia, terceiro e quarto maiores exportadores de grãos do mundo, respectivamente, aumentou a inflação dos preços dos alimentos e colocou em risco a oferta global de alimentos.
A Rússia conquistou grande parte da costa da Ucrânia em quase 15 semanas de conflito e seus navios de guerra controlam os mares Negro e de Azov, bloqueando as exportações agrícolas da Ucrânia e elevando o custo dos grãos.
Falando ao lado de seu colega russo Sergei Lavrov, o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Mevlut Cavusoglu, disse que as negociações na quarta-feira em Ancara foram frutíferas e que o recomeço das exportações de grãos ucranianos ao longo de um corredor marítimo era razoável.
Lavrov disse que a Ucrânia deveria ser responsável por retirar as minas das regiões portuárias, como um requisito para embarques seguros.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse a repórteres que os volumes de grãos russos só poderiam ser entregues aos mercados internacionais se as sanções fossem suspensas. Ele disse que "ainda não houve conversas substanciais sobre isso".
Entre os muitos desafios, o embaixador da Ucrânia na Turquia disse na quarta-feira que a Rússia estava apresentando propostas não razoáveis, como a verificação de navios.
Uma autoridade ucraniana também colocou em dúvida o poder da Turquia de mediar a passagem livre de grãos ucranianos bloqueados.
As Nações Unidas estão trabalhando em planos para recomeçar as exportações de grãos dos portos do Mar Negro da Ucrânia, com a Turquia possivelmente fornecendo escoltas navais para garantir uma passagem segura. Na semana passada, as Nações Unidas descreveram as negociações com a Rússia sobre as exportações de grãos como construtivas.
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