Gestão e tecnologia impulsionam debates sobre o futuro da suinocultura no Sul do país
A profissionalização da gestão e a incorporação de novas tecnologias seguem ditando o ritmo de evolução da suinocultura brasileira, especialmente na região Sul, onde produtores e especialistas se reuniram no início de junho para discutir os principais desafios e perspectivas do setor.
Os encontros, realizados em Curitiba e Chapecó, promoveram a troca de experiências entre multiplicadores, técnicos e lideranças da cadeia produtiva, com foco na eficiência das granjas e na adaptação às novas demandas de mercado. A iniciativa é da Topigs Norsvin.
Na capital paranaense, a programação abordou temas estratégicos como sucessão familiar, retenção de mão de obra e os impactos da reforma tributária sobre o agronegócio. O cenário macroeconômico e as tendências dos mercados de carnes e grãos também estiveram em pauta, com a participação do consultor da Associação Brasileira de Criadores de Suínos, Iuri Pinheiro Machado. As atualizações em biosseguridade foram apresentadas pela auditora fiscal federal agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária, Juliane Galvani.
O encontro também reuniu equipes técnicas e de coordenação de produção, além de marcar a apresentação de iniciativas voltadas ao fortalecimento das operações e à valorização da genética aplicada à produção.
Já em Chapecó, a programação contou com a participação de representantes da Cooperativa Central Aurora Alimentos, incluindo o diretor agropecuário Marcos Antônio Zordan. Especialistas como Evandro Nottar e Adriano Brambatti apresentaram indicadores de desempenho e atualizações do sistema produtivo, enquanto o professor José Crestani, do Centro de Ciências Agroveterinárias da Udesc, contribuiu com análises sobre biosseguridade e manejo sanitário.
Os debates avançaram sobre melhoramento genético e eficiência produtiva, com ênfase na capacitação técnica de profissionais envolvidos nos sistemas de multiplicação. A seleção genômica foi destacada como ferramenta para acelerar ganhos produtivos e garantir maior longevidade das matrizes, enquanto práticas de nutrição e controle sanitário foram apontadas como essenciais para sustentar o desempenho das granjas.
A avaliação predominante entre os participantes é de que a integração entre genética, gestão e tecnologia será determinante para ampliar a competitividade da suinocultura brasileira nos próximos anos. O fortalecimento das parcerias e o investimento contínuo em capacitação e inovação aparecem como pilares para garantir sustentabilidade e rentabilidade em toda a cadeia produtiva.
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