Avanço da peste suína africana na Europa eleva risco e mantém setor em alerta no Reino Unido
O avanço da peste suína africana (PSA) em diferentes países europeus tem mantido o setor suinícola em estado de atenção. A doença já percorreu grandes distâncias no continente, atingindo nações como Bélgica, Itália, Suécia e Espanha, e continua se aproximando do Reino Unido, elevando o nível de preocupação com a possibilidade de entrada do vírus.
A Autoridade de Saúde Animal e Vegetal (APHA) classifica como médio o risco de introdução da doença por meio de animais vivos e produtos de origem animal. No entanto, esse cenário se agrava quando considerada a atuação humana, especialmente no transporte irregular de carne suína proveniente de áreas afetadas, situação em que o risco passa a ser avaliado como alto.
Especialistas alertam que não se pode descartar a hipótese de o vírus já estar presente no país. O volume crescente de apreensões reforça essa preocupação, como no caso recente de 14 toneladas de produtos ilegais interceptados em apenas uma semana no Porto de Dover. O episódio intensificou a pressão sobre autoridades para o fortalecimento das medidas de biossegurança.
Preparação busca reduzir impactos diante de risco crescente
Mesmo diante do avanço da doença, a avaliação do setor é de que ainda há margem para reduzir os riscos e conter possíveis impactos. O foco está no reforço das práticas de biossegurança dentro das propriedades e na preparação prévia para lidar com eventuais surtos.
Nos últimos anos, houve maior integração entre entidades da cadeia produtiva e órgãos governamentais, com o objetivo de alinhar protocolos e melhorar a comunicação em situações de emergência. A experiência com outras doenças sanitárias mostrou que falhas na comunicação podem ampliar os impactos e aumentar o estresse entre os produtores.
Outro ponto de atenção é o nível de biossegurança adotado nas granjas. Especialistas apontam que a suinocultura ainda apresenta padrões inferiores aos observados na avicultura, setor que avançou após enfrentar episódios recentes de gripe aviária.
A situação é ainda mais desafiadora em sistemas de criação ao ar livre, mais comuns no Reino Unido, onde o controle de acesso é mais difícil. Ainda assim, medidas como impedir a entrada de produtos de origem suína nas propriedades e reforçar a conscientização são consideradas essenciais para reduzir os riscos.
Com a PSA avançando pela Europa, o setor reforça a necessidade de agir antes que um eventual surto ocorra. O planejamento antecipado é visto como fundamental para garantir respostas mais rápidas e limitar os prejuízos sanitários e econômicos.
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