Avicultura ganha eficiência com controle contínuo da coccidiose até o abate
O controle da coccidiose segue como um dos principais desafios sanitários da avicultura intensiva, especialmente nas fases finais do ciclo produtivo, quando o impacto da doença sobre o desempenho dos lotes pode ser mais significativo. Nesse contexto, estratégias que permitem a manutenção do controle até o momento do abate vêm ganhando espaço entre produtores e integradoras, ao ampliar a segurança sanitária e a previsibilidade dos resultados.
Na Europa, a recente atualização regulatória de um coccidiostático à base de monensina passou a permitir período de carência zero, o que, na prática, viabiliza seu uso contínuo na ração até o abate. A mudança acompanha exigências da legislação de segurança biológica, que prevê a reavaliação periódica da eficácia dos produtos frente às linhagens genéticas mais recentes de frangos e às cepas de Eimeria em circulação.
Para a avicultura, o principal ganho está na flexibilidade operacional. A possibilidade de manter o controle da coccidiose ao longo de todo o ciclo elimina a necessidade de retirada do aditivo em fases críticas, como no desbaste — prática comum em sistemas europeus entre 28 e 30 dias. Esse período coincide, segundo dados de campo, com maior pressão de espécies como Eimeria maxima e Eimeria tenella, responsáveis por perdas produtivas relevantes.
Estudos conduzidos em granjas comerciais indicam que a interrupção do uso de coccidiostáticos antes do abate pode resultar em aumento expressivo na carga de oocistos nas aves, especialmente na fase final. Em contrapartida, a manutenção do controle até o fim do ciclo contribui para níveis mais baixos de infecção, reduzindo impactos sobre ganho de peso e mortalidade.
Embora diferentes princípios ativos estejam disponíveis no mercado, a adoção de programas com período de carência zero tem sido considerada uma ferramenta importante para reduzir riscos de contaminação cruzada e simplificar o manejo alimentar, sobretudo em operações com alta rotatividade e planejamento ajustado de abate.
Ao permitir maior controle sanitário sem interrupções, esse modelo reforça a eficiência produtiva da avicultura e contribui para a entrega de resultados mais consistentes, especialmente em sistemas intensivos cada vez mais pressionados por desempenho e biosseguridade.
0 comentário
Produção de ovos perde ritmo no início de 2026 e preços sobem no país
Preços do frango avançam mesmo com consumo mais lento na segunda quinzena
Empresa ucraniana assume controle da maior produtora de aves da Grécia
Pluma lança incubatório com sexagem de aves por IA
ABCS apresenta agenda para eleições e reforça articulação da suinocultura no cenário político
Protocolo identifica risco de contaminação entre viveiros de peixes de uma mesma bacia hidrográfica