Produtores alemães pedem ao governo por R$ 1,2 bi anuais em bem-estar de porcas
Quatro gigantes do agro alemão pediram ajuda ao governo federal: querem € 200 milhões por ano – cerca de R$ 1,2 bilhão – para bancar a transição para cria de suínos mais humanitária. A cobrança vem da Associação Alemã de Criadores de Gado e Suínos (BRS), da Associação Alemã de Agricultores (DBV), da Associação Alemã de Criadores de Gado (DRV) e da ISN (Associação Alemã de Produtores de Suínos), que batem na tecla de um “programa nacional especial para matrizes”.
A lei de 2020 não perdoa: até fevereiro de 2029, todas as unidades de reprodução precisam virar alojamentos coletivos com no mínimo 5 m² por porca. Nas maternidades, o prazo vai até 2036, com currais ao ar livre de pelo menos 6,5 m² e no máximo cinco dias de confinamento. Regras bem mais duras que as de rivais europeus como Espanha ou Dinamarca, líderes em porco.
O custo assusta: € 4 mil por porca, sem ganho de receita para compensar. Granjas médias encaram € 1,5 milhão de investimento cada, forçando cortes no rebanho por falta de espaço. “Vai contra a meta de segurança alimentar do governo”, alertam as entidades, prevendo perda massiva de produção de leitões e migração para países com normas frouxas.
Sem o apoio, o risco é um “colapso estrutural”, com granjas fechando portas. O pacote pedido é claro: verba aberta a todos os produtores, sem teto de rebanho ou limite de fazendas; € 200 milhões todo ano até 2036, com sobras roladas para frente; reembolso de 50% nos custos, escalonado pelo tamanho do aporte; e trâmite simples, sem papelada infinita.
“Fragmentos de subsídios estaduais não resolvem. Só um programa nacional dá planejamento seguro e evita o desmonte da suinocultura alemã por regras de bem-estar mal calibradas”, dispararam as associações em comunicado conjunto. Elas insistem que o foco é preservar a estrutura do setor, com flexibilidade para adaptações individuais, mas sem grana específica, a produção de carne suína na Alemanha pode encolher para níveis irreconhecíveis.
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