Leilões de terneiros registram nova valorização e reforçam tendência de alta em SC
Os preços dos terneiros em Santa Catarina mantêm trajetória de alta em 2026, segundo o mais recente levantamento do Grupo de Melhoramento Genético (GMG) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). O sexto resultado parcial, divulgado nesta semana, reúne dados de 41 leilões realizados no Estado e aponta valorização contínua dos animais de desmama.
A média estadual alcançou R$ 16,03 por quilo de peso vivo para machos e R$ 15,27 para fêmeas. Em relação à semana anterior, houve acréscimo de R$ 0,20 para os machos e R$ 0,14 para as fêmeas, o que confirma o cenário positivo no mercado.
O levantamento indica que Santa Catarina já contabiliza quase metade dos eventos previstos para o ano, o que dá maior consistência à leitura dos preços. A análise considera leilões ativos em diferentes regiões e acompanha tanto médias quanto variações mínimas e máximas.
Entre as regiões, o Planalto Serrano apresenta uma das maiores médias para machos, com R$ 16,62/kg, enquanto as fêmeas atingem R$ 15,82/kg em dez leilões analisados. No Meio-Oeste, também com dez eventos, os valores chegam a R$ 16,52 para machos e R$ 15,38 para fêmeas.
O Oeste, que concentra o maior número de leilões até o momento (16), registra médias mais moderadas: R$ 15,31 para machos e R$ 14,72 para fêmeas. Já o Norte Catarinense, com quatro eventos, apresenta uma das cotações mais altas para fêmeas, em R$ 15,98/kg, e R$ 16,33 para machos.
Responsável pelo estudo, o professor da Udesc, Diego de Córdova Cucco, afirma que o comportamento dos preços reflete um ambiente de demanda aquecida. Segundo ele, os resultados indicam valorização consistente dos animais, sem sinais de recuo no curto prazo.
A iniciativa acompanha o desempenho da pecuária catarinense ao longo do ano e conta com apoio da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), que atua na articulação dos leilões e na organização do setor.
As informações completas também estão disponíveis no programa Conexão Udesc e a Produção Animal e no perfil do Instagram @gmg_udesc. Acompanhe ainda pelo site da Faesc (https://sistemafaesc.com.br).
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