Taiwan recupera status livre de Peste Suína Africana em tempo recorde
Taiwan voltou a ser reconhecida como livre de Peste Suína Africana (PSA) pela World Organisation for Animal Health apenas seis meses após registrar seu primeiro foco da doença. O resultado reforça a eficiência das medidas sanitárias adotadas pelo país e evidencia a importância da resposta rápida no controle de enfermidades de alto impacto na suinocultura.
O primeiro caso foi identificado em outubro de 2025, em uma granja localizada na cidade de Taichung. Como medida preventiva, 195 suínos foram abatidos para conter a disseminação do vírus. De acordo com autoridades locais, a origem do surto está associada ao uso de restos de alimentos não esterilizados na alimentação dos animais.
Processo sanitário seguiu protocolos internacionais rigorosos
Após a identificação do foco, a propriedade afetada passou por um processo completo de limpeza e desinfecção. Amostras coletadas posteriormente apresentaram resultados negativos para a doença a partir de 21 de novembro, indicando a eliminação do vírus no local.
O caso foi oficialmente encerrado e comunicado à WOAH em 23 de janeiro, seguindo os protocolos internacionais de notificação. Em fevereiro, o governo taiwanês formalizou o pedido para recuperar o status de país livre da doença, estimando inicialmente um prazo de seis a oito meses para análise.
Reconhecimento foi antecipado e reforça credibilidade sanitária
Contrariando a previsão inicial, a aprovação ocorreu em pouco mais de um mês, após avaliação técnica da WOAH. Segundo o Ministério da Agricultura de Taiwan, o resultado reflete a preparação técnica do país e o alinhamento às normas internacionais de quarentena animal.
A rápida revalidação também evidencia a capacidade de resposta do sistema sanitário local diante de emergências zoossanitárias, fator determinante para a manutenção do acesso a mercados internacionais.
País retoma posição estratégica na suinocultura asiática
Com o reconhecimento, Taiwan volta a ser o único país da Ásia livre simultaneamente das três principais enfermidades que afetam a suinocultura: febre aftosa, peste suína clássica e Peste Suína Africana.
O status sanitário diferenciado fortalece a competitividade do país no comércio internacional de proteína animal e reduz riscos para a cadeia produtiva. Além disso, reforça a importância de políticas de biosseguridade e controle rigoroso na prevenção de doenças que impactam diretamente a produção e a economia do setor.
0 comentário
Suinocultura cresce 2,2% em mão de obra ocupada, mas enfrenta retração geral no agro em 2025
Agroceres PIC finaliza primeira fase de povoamento em nova granja da Colonias Unidas no Paraguai
Dias quentes reduzem peso de suínos e geram prejuízos milionários ao setor
Avicultura impulsiona emprego na pecuária com alta de 7% na população ocupada em 2025
SP inicia atualização de rebanhos; suínos e aves também devem ser declarados
Estudo avança em técnica para evitar silenciamento genético na avicultura